Política e Justiça | 28 de Agosto de 2008 | Edição nº 7601
Deputada Raquel Teixeira deixa o hospital em cadeira de rodas, devido lesões nos joelhos e pé direito: “Não vi nada, nada”, disse
Da Redação
A deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) recebeu alta ontem, às 12h15, do Hospital Neurológico de Goiânia. Ela estava internada desde 16 de agosto em função de acidente automobilístico quando viajava para Mossâmedes, a 130 quilômetros da Capital, cumprindo agenda política. “Não vi nada, nada”, diz ao comentar sobre o capotamento do veículo em que estava.
Aparentando boa disposição e sorridente, Raquel saiu do hospital em uma cadeira de rodas. A deputada teve que utilizar o aparelho em função de lesões que teve nos dois joelhos e no pé direito. Entrou no carro com o amparo do marido, o engenheiro Aládio Teixeira.
Segundo o médico Sandoval Carneiro, responsável pelo atendimento a Raquel, ela teve boa recuperação e deve estar com o quadro clínico completamente restabelecido dentro de 20 dias. Dentro de duas semanas a deputada retorna ao Neurológico para fazer novos exames, incluindo tomografia.
Usando vestido azul e chapéu, ela foi acompanhada pela assessora de imprensa até o carro. Raquel concedeu entrevista ao DM ainda na cadeira de rodas, momentos antes de deixar o hospital.
Diário da Manhã – A senhora lembra do momento do acidente?
Raquel Teixeira – Nada, nada, nada. Lembro de entrar no carro em Palmeiras, depois da carreata. A próxima coisa que consigo me recordar é no centro cirúrgico, alguém dizendo que “pode cortar a roupa”.
DM – A senhora dormiu na viagem?
Raquel – Estava deitada. Sempre deixo um travesseiro no carro porque, entre um comício e outro... Sou histérica com esse negócio de cinto de segurança. Eu estava deitada e o cinto meio que incomodando. Enfim, estava deitada. Não vi nada, nada.
DM – Na sua opinião, o que levou ao acidente?
Raquel – Não sei... Meu marido foi lá e fez uma reconstituição do quadro. Era uma pista que tinha acabado de ser recapeada, com muita pedra solta. É uma opinião dele, não minha, mas talvez tenha faltado sinalização. O motorista é da minha inteira confiança. Ele perdeu o controle do carro, isso acontece.
DM – Qual foi a primeira preocupação assim que recuperou a consciência?
Raquel – É um processo meio confuso. Dizem que eu estava muito agitada, dizendo que tinha que fazer uma palestra não sei onde. O que me recordo é que tinha preocupação com a abertura da conferência estadual das pessoas com deficiência. Me lembro que retornei com preocupação em relação aos compromissos que tinha agendado. Mas aos poucos fui desligando, a equipe médica explicou que era importante esse repouso.
DM – Tem previsão de quanto tempo a senhora ainda vai ficar em repouso?
Raquel – Devo voltar aqui dentro de algumas semanas, refazer os exames, tomografia... O joelho vai dar trabalho, vou ter que operar. Mas dentro do quadro dou graças a Deus. Eu poderia ter caído na primeira rodada, em velocidade maior. Poderia ter caído no rio e ter morrido afogada. Poderia ter quebrado a coluna. Enfim, saio convencida de que Deus segurou.



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