Diário da Manhã Online

Impresso

Cidades | de de | Edição nº

Novos tratamentos contra diabetes

“As drogas não são o único meio de reduzir as taxas de açúcar no sangue. É preciso associar os remédios aos bons hábitos de vida”, diz o endocrinologista Nelson Rassi. O médico explica que, além das novidades, existem outros remédios que também são promissores

“As drogas não são o único meio de reduzir as taxas de açúcar no sangue. É preciso associar os remédios aos bons hábitos de vida”, diz o endocrinologista Nelson Rassi. O médico explica que, além das novidades, existem outros remédios que também são promissores

Pílulas e insulinas chegam às prateleiras do Brasil com a esperança de melhorar a qualidade de vida dos portadores de diabetes. A ação dessas substâncias, denominadas de remédios inteligentes, visa manter sob controle os níveis de glicose no sangue, evitando a hipoglicemia. O Januvia e o Galvus foram lançados no País no ano passado. A doença é um mal silencioso que pode manifestar-se depois de dez anos.

A enfermidade atinge cerca de 10 milhões de pessoas no País. O Ministério da Saúde informa que 50% dos brasileiros desconhecem que são diabéticos.

No combate ao diabetes tipo 2, causa mais freqüente da doença na população brasileira, as bombas de infusão de insulina e os sensores de glicemias estão entre as principais conquistas do mercado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), embora a tecnologia já exista há cerca de oito anos, sua utilização no Brasil é considerada nova.

Segundo o endocrinologista Nelson Rassi, é possível o indivíduo usar o pequeno aparelho com sensor mínimo e medir a glicemia em tempo real, ou seja, a qualquer tempo, para saber o valor da taxa de açúcar no sangue. A bomba de insulina ou sistema de infusão continuado de insulina é ligada por um cateter 24 horas por dia ao corpo do paciente, evitando três ou quatro perfurações cutâneas diárias.

O médico explica que existem outros remédios promissores, como os inibidores da doença, DPP 4, um comprimido encontrado em duas formas, com os nomes de Januvia e Galvus. “Essas são as drogas mais recentes lançadas no Brasil, e a indústria trará nos próximos anos outros medicamentos que facilitarão o controle do diabetes”, diz.

Rassi cita as insulinas Lantus e a Levemir, que permitem ao paciente reduzir o número de aplicações. “O tempo de efeito pode ser de até 24 horas.” Goiânia apresenta resultados promissores com a experiência cirúrgica no tratamento da doença. O diabetes é uma doença crônico-degenerativa que tem alta prevalência na população mundial sem poupar etnia, sexo e faixa etária e aumenta de maneira significativa, embora ainda não se saiba porque isto acontece.

De acordo com Rassi, especula-se que isso ocorra, principalmente, pela mudança dos hábitos, com alimentação rica em gordura saturada, hidrogenada e em carboidratos refinados. Também pela falta da prática de atividade física, que leva ao ganho de peso e conseqüentemente ao aparecimento de hipertensão e colesterol. “As drogas não são o único meio de reduzir as taxas de açúcar no sangue. É preciso associar os remédios aos bons hábitos de vida.”

A maior incidência do diabetes tipo 2 é nos adultos, mas aumenta o número de crianças acometidas pela doença. Rassi explica que essa mudança acontece porque a população infanto-juvenil está se alimentando de maneira errada e vivendo em espaços cada vez menores.

As conseqüências do diabetes são múltiplas e a doença não poupa nenhuma parte dos órgãos do ser humano.

Comentários

Todos os comentários são examinados pela equipe antes da liberação

1

GEBSON

10/11/2008 | gebson1910@...

muito bom as informações que consegue. Cód: 19597

Publicidade

Cód: 74978

Publicidade

Acesse o site:
www.dm.tv

DMTV

Desativar player



DMTV Vídeos

Enquete

parciais e comentarios

Resultados credenciam Dunga para permanecer no comando da seleção até Copa de 2010?

  1. Sim
  2. Não

Veja todas

Mais Lidas

Av. Anhanguera, 2833, Setor Leste Universitário. Caixa Postal: 103 CEP.: 74.610-010
Goiania - Goias - Telefone: (62) 3267-1000