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Cidades | 06 de Setembro de 2008 | Edição nº 7610

Final de inverno florido em Goiânia

Avenida Pedro Ludovico, no Setor Parque Oeste Industrial, foi tomada pelo colorido dos ipês-rosas

Avenida Pedro Ludovico, no Setor Parque Oeste Industrial, foi tomada pelo colorido dos ipês-rosas

Loisse Rodrigues
Da editoria de Cidades

Últimos dias de inverno e as flores já se exibem exuberantes pela ruas da Grande Goiânia. Ipês-rosas, amarelos, roxos, brancos, carobas, paineiras, dentre outras nativas ou não do Cerrado, já florescem sinalizando a chegada da primavera.

A bióloga Mariana Siqueira, gerente de arborização urbana da Amma, em entrevista ao DM, identificou as espécies que já começaram a florescer nesta época e quando encerram este período.

O ipê (Tabebuia), por exemplo, tem floração iniciada em agosto e vai até o final de setembro. Mas algo raro vem acontecendo desde 2007: durante o ano, está havendo duas florações. “Isso não é comum. O normal é que seja uma vez por ano e tem muito a ver com as mudanças climáticas que vêm ocorrendo atualmente”, explica Mariana.

Além do ipê, há também a caroba (Jacaranda puberula), a paineira (Chorisia speciosa), a sibipiruna (Caesalpinia peltophoroides) e o cravo-de-defunto (Tagetes erecta e Tagetes patula), que têm produzido brilhante espetáculo de cores.

Por ser a segunda cidade mais arborizada do País, em todas a regiões de Goiânia essa beleza pode ser observada; especialmente nos bosques e ruas da Capital.

CURIOSIDADES

Além de exibir beleza, a espécie ipê ainda tem outras funções: possui propriedades medicinais. Pode ser utilizada com as funções antidiarréicas, antiinflamatórias, antiinfecciosas, antitumorais, febrífugas e cicatrizantes.

Há estudos que dizem que o ipê-roxo possui propriedades analgésicas e anticoagulantes e é indicado ainda no caso de doenças como broquite, asma e arteriosclerose.

A sibipiruna, nativa da Mata Atlântica, é uma espécie da família das leguminosas e atinge altura máxima de 18 metros. É muito confundida com o pau-brasil e o pau-ferro, pela semelhança da folhagem. A floração da espécie ocorre geralmente oito anos após o plantio e cada exemplar, se bem cultivado, pode viver por mais de cem anos.

Outras árvores, como o “nó-de-porco” (Heteropteris aphrodisiaca), flamboyant (Delonix regia), cássias (Cassia fistula), ipê-amarelo (Tabebuia aurea), tabaco (Zeyheria tuberculosa) e outras, vão florescer ainda neste mês.

Comentários

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Adrienne Machado Costa

06/09/2008 | ninhacosta@...

Pôxa, que susto! Pela manchete pensei que a prefeitura fosse retirar as árvores maravilhosas e encantadoras que nos deixam embasbacados diante de tanta beleza e cores e formas. Ao passar por algumas ruas de Goiânia, nesta época, andando na contramão da ordem social, olho para cima e me sinto em outra esfera da vida. Esqueço de tudo. Tudo mesmo. E fico boquiaberta, admirando o visual. São momentos que não perco nunca, por nada. Tá bom. Acalmei. Cód: 14798

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José Felizberto

06/09/2008 | berto.feliz@...

Vamos plantar mais árvores!!! É muito bonito mesmo. Cód: 14822

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