Delegado Waldir quer menos partido prostituto

Político defende candidatura avulsa nas eleições

Postado por Welliton Carlos da Silva em 12 de Agosto de 2017 às 07h59
Atualizado em 12 de Agosto de 2017 às 09h14

Em entrevista à rádio Sucesso FM, na manhã deste sábado, o deputado federal Delegado Waldir (PR) disse que não vai pactuar com partidos “prostitutos”. Ele postula o sistema de candidatura avulsa – quando não é necessária uma legenda para disputar um cargo eleitoral.

Waldir aposta na candidatura de Ronaldo Caiado (DEM) ao Governo de Goiás.  Para ele, é preciso renovação no comando da administração estadual, principalmente de políticas de segurança pública.

O parlamentar defendeu ainda no “Jornal da Sucesso” – comandado pelo cientista político Jones Matos e comentarista /jornalista Ulisses Aesse – mudança completa na estrutura de comando de Goiás.

“O Estado está abandonado. A segurança está um caos. Não temos delegados. Não tem – por exemplo – como fazer boletim de ocorrência”.

Questionado pelo advogado e jornalista Welliton Carlos, que também participou da sabatina, sobre seu futuro político, Waldir disse que deve se candidatar à reeleição. Mas não vai fazer nenhuma concessão nem mudar seu jeito de ser: “Sou desse jeito. Vou continuar sendo”.

O deputado prestou contas dos seus projetos de lei, da postura política e de como deverá manter sua linha de atuação.  Waldir foi também criticado por ouvintes, que questionam sua performance na Câmara dos Deputados. Ele respondeu que faltou à votação que receberia a denúncia criminal contra Michel Temer por problemas pessoais.

O deputado não participou da sessão. “Não sou fofoqueiro. Defendo a família. Não vou expor ninguém”.

Waldir disse que deve ser expulso do PR na próxima semana. O motivo seria sua rebelião contra o governo Temer: o delegado denunciou nacionalmente esquema para comprar deputados por R$ 8 milhões e manter o presidente denunciado pela prática de crimes no comando do país. O PR apoia Temer. A legenda é comandada por um criminoso: Valdemar Costa Neto, presidente do PR nacional, usa inclusive tornozeleira eletrônica.

Em Goiás, o partido é comandado pelo grupo da deputada federal Magda Mofatto (PR-GO), que também enfrenta processos na Justiça.

O deputado federal goiano tende a caminhar talvez para a legenda de Jair Bolsonaro, pré-candidato à presidência.