Janot pede prisão de Joesley, Saud e ex-procurador Miller

Pedido do procurador-geral será analisado pelo ministro Edson Fachin

Postado por Welliton Carlos da Silva em 8 de Setembro de 2017 às 23h07
Atualizado em 8 de Setembro de 2017 às 23h31

A esperada prisão do empresário Joesley Batista, dono da marca Friboi e da JBS, empresa do conglomerado J&F, está perto de acontecer: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, remeteu na noite de sexta-feira, 8, ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento de prisão para Joesley, o diretor de relações institucionais da JBS (Ricardo Saud) e do ex-procurador da República Marcello Miller, até então considerado braço direito de Janot.

A prisão seria uma reação aos diálogos entre Joesley e Saud que comprometem Miller e o próprio Janot, suspeito agora de ter atuado pró-Joesley na negociação da colaboração premiada.

Os áudios mostram diálogos suspeitos de que existiria uma tentativa de interferência de Miller para influenciar Janot. Coincidentemente, após deixar a PGR, Miller foi atuar em um escritório de advocacia que trabalha com Joesley.

O ministro Edson Fachin, da Suprema Corte, é quem avaliará se a prisão pode ou não ocorrer.

Não é comum dar publicidade aos pedidos de prisão, como ocorreu nesta sexta-feira. E o motivo é simples: evitar que ocorra fuga ou o suspeito dificulte a ação da polícia.

A ação de Janot é também calculada para repercutir na mídia, já que seu mandato chega ao fim à frente da PGR.