Planalto defende Temer e diz que facínoras roubam do país a verdade

Nota foi divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência

Postado por Redação em 12 de Setembro de 2017 às 14h25
Atualizado em 12 de Setembro de 2017 às 14h41

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota à imprensa afirmando que “facínoras roubam do país a verdade” e que “bandidos constroem versões” em busca de imunidade ou perdão de crimes. A nota à imprensa não faz menção a nomes ou cita diretamente o relatório da PF, mas é uma reação às recentes acusações contra o presidente, informaram assessores.

O comunicado, divulgado nesta terça-feira (12), ocorreu depois da da conclusão do inquérito da Polícia Federal (PF) que aponta indícios de que o presidente Michel Temer tinha voz de comando em suposta organização criminosa do PMDB da Câmara.

A mensagem afirma que o Estado Democrático de Direito não vem sendo respeitado ao passo que não tem coibido “barbárie da punição sem provas”.  Esta é a segunda nota divulgada pela assessoria da Presidência em dois dias. Na primeira, foi informado que o presidente “não participou e nem participa de nenhuma quadrilha”.
Leia a íntegra da nota:

Nota à imprensa
O Estado Democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação. Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las. Portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais. E, quando há testemunhos, ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes. Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões “por ouvir dizer” a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas.
Muda-se o passado sob a força de falsos testemunhos. Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República