04/02/2013 às 20h28

Com planejamento em dia, Anápolis continua a protagonizar o PAC em Goiás

Diário da Manhã
Antonio Gomide

A reunião ocorrida na semana passada da Presidenta Dilma com os prefeitos no Encontro da Frente Nacional de Prefeitos foi proveitosa em diversos sentidos, podendo ser considerada um marco no início das novas gestões municipais em todo o Brasil. Isto porque foi possível, através deste grande encontro, afinar o diálogo da relação entre governo federal e municípios e, ainda, reafirmar o conceito do municipalismo.

Politicamente, a presença de Dilma e o conteúdo do seu discurso evidencia a disposição do governo federal em estabelecer um pacto de desenvolvimento diretamente com as prefeituras. A luta por reconhecimento e espaço na mesa de negociações – uma missão história da FNP – é reconhecida pela presidenta, o que a bem da verdade é uma feliz continuação da mesma prática iniciada pelo Presidente Lula, que sempre tratou de reconhecer o quão positivo e proveitoso é para o desenvolvimento nacional o alinhamento das ações com as gestões municipais. Afinal, são os prefeitos que entendem as demandas e as vicissitudes de suas realidades. Municipalizar investimentos, por assim dizer, é dar mais proveito e utilidade aos investimentos.

Ao anunciar mais de R$ 65 milhões para obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Governo Federal se movimenta com efetividade, indo além do discurso de parcerias. O PAC-II é fundamental para o Brasil seguir avançando como vem fazendo na última década e a chance dos municípios protagonizarem estes projetos é a grande mudança de paradigma na gestão das cidades e na relação delas com a União.

No entanto, um dos pontos de partida para as cidades no sentido de aproveitarem esta parceria é o planejamento. Muitas cidades brasileiras padecem de más gestões, historicamente desorganizadas e ausentes em seus compromissos com a União. Barradas no CaUC (Cadastro Único de Convênio), se veem distantes de conseguir estar verbas para obras por não apresentarem condições documentais para gerir estes orçamentos. 

Neste ponto, Anápolis sai na frente em Goiás. Ao lado de Aparecida e Goiânia, nossa gestão desde o primeiro dia de 2009 manteve o planejamento afiado no intuito de organizar a agenda administrativa com a União. E o ingresso no CaUC era a nossa meta e foi nossa principal conquista. Além de gerar transparência e reafirmar nosso compromisso de lisura com a municipalidade, conquistamos o êxito de estarmos aptos para transacionar com o Governo Federal. Diante disto, temos a condição plena – e o orgulho – de estarmos aptos a realizar parcerias que podem e vão mudar o perfil de Anápolis nos próximos anos, a exemplo do que já realizados no primeiro mandato. Desde 2009, a cidade vem recebendo verbas e aplicando na transformação da realidade municipal.

Vencida esta etapa, trabalhamos agora em Anápolis para aprofundar esta relação e aproveitar ao máximo o leque de ações ofertadas pelo PAC. Estamos encabeçando mais de 55 projetos, divididos na maioria das frentes disponíveis: “Minha Casa, Minha Vida”, Construção de Creches, Edificação de Quadras Esportivas, Pavimentação Asfáltica e Saneamento são alguns dos exemplos.

Também usaremos a parceria disponível com a União para avançar em obras de infraestrutura que beneficiem diretamente a preservação ambiental, a recuperação e garantia de preservação dos mananciais e dos córregos que cortam e abastecem Anápolis. Temos criado situações que aliam preservação com conscientização e lazer, concretizadas nos Parques Ambientais que fizemos nestes quatro anos. Mas sabemos que podemos – e queremos – fazer ainda mais.

Iniciamos, portanto, este segundo mandato enaltecendo as parcerias que deram certo nos últimos quatro anos e aprofundando nas áreas que demandam investimentos a fim de mudar o perfil de Anápolis. Esperamos, para o futuro próximo, além do acréscimo de qualidade de vida e mais dignidade no dia-a-dia da população, também estabelecermos um novo paradigma de gestão, em que o planejamento seja o ato norteador das ações, tornando possível uma gestão transparente, eficaz e dentro dos preceitos da legalidade e do atendimento às demandas sociais e econômicas da coletividade.

(Antonio Gomide, prefeito de Anápolis)