Brasil

Gente de caráter do escorpião

Redação DM

Publicado em 7 de outubro de 2021 às 12:39 | Atualizado há 5 anos

Eu sou daqueles estudiosos que me considero apaixonado pelo estudo das relações humanas. Incansável e perseguidor desse entendimento. E jamais, tenho essas nítidas e completas noções, jamais iremos chegar a desvendar a natureza, o que é na integra as características, o caráter, a índole e comportamento das pessoas. Certamente está aí a beleza da constituição desse animal tão complexo, tão variável

Tão imprevisível, tão mutável e desigual. Eu início esta crônica narrando uma pequena anedota pela semelhança que ela guarda com alguns indivíduos. Conta-se que na Savana da Namíbia um elefante ia atravessar um rio.  Quando então dele aproxima um escorpião e pede carona. O elefante generoso adverte-o. Olha, cuidado, eu deixo você ir em minhas costas, mas não me aferroa! E, assim, o amigo elefante atravessa o rio com o escorpião às costas. Ao descer, o escorpião cravou-lhe dolorosa ferroada. Ao que lhe replicou o peçonhento aracnídeo, perdoe-me amigo, mas esta é minha natureza, meu instinto.

Essa pitoresca anedota é uma perfeita parábola do que é a natureza humana. Dois são os fatores determinantes da índole, das características do comportamento, das reações e relações sociais dos indivíduos. Há um determinante genético e um determinante educacional (social). Muito do que somos, assim somos porque recebemos de uma herança educacional somada à genética.

Pode ser um e pode ser outro o fator predominante. Em termos simples de compreensão: se uma pessoa nasce com uma carga genética para escorpião, para o mau caráter, uma educação mais rígida imposta pela família pode mudar o jogo e tornar essa criança, esse futuro adulto um sujeito mais elefante, mais cordial, mais generoso, mais civilizado.

E até se pensado ao contrário, a criança nascida com uma inclinação a ser uma pessoa gentil, sociável, cordata e generosa. Essa criança se for “educada” ou criada em uma família desajustada, em um ambiente perturbado e hostil, tem tudo, todos os incentivos e energias negativas para se tornar uma pessoa insociável, de caráter mau, enfim em pessoa escorpião.

E, assim, para dar mais consistência e exemplos desses tipos caracterológicos basta citar os professadores de alguma ideologia, os negacionistas da Covid-19, os propagandistas do kit covid-19, os que desdenham e debocham das ciências e das vacinas. Esses negacionistas e charlatões da saúde, provavelmente trazem uma carga genética para serem escorpiões e deficitários cognitivos. O método educacional familiar e as ideias deturpadas dos doutrinadores completaram tarefa. O Brasil, tem sido um acordado por uma série de grupos polarizados, por gente de pensadores e ideias radicais e beligerantes, por pessoas escorpiões, que por nada andam aferroando os outros, por motivos torpes e os mais banais. Por duas origens, uma herança genômica e uma herança da família e meio social que os criaram.

E assim podemos dissertar por vários outros tipos de caráter e comportamento social. Há a classe dos folgados, dos fofoqueiros, dos embusteiros dos caloteiros, dos maria-vai-com-as-outras, dos não-me-toques.

Existem entre a classe dos embusteiros, dos loroteiros e caloteiros (homens e mulheres), aquele sujeito ou sujeita que se considera no ápice da perfeição e beleza moral. São os tidos e havidos como intocáveis e incorrigíveis. São tipos caracterológicos de conturbada convivência. Esses tais folgados, trambiqueiros e caloteiros da vida social buscam sempre ter adeptos, coniventes e escoras de outras pessoas, de parentes e amigos para desfilar como pessoas intocáveis e sem reparos. Folgados, loroteiros e caloteiros, beligerantes, hostilizadores, irritantes. Eternos escorpiões. Arre! Que triste, não?       

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