Mundo | 28 de Agosto de 2008 | 11h30
A tempestade tropical "Gustav" mudou sua trajetória durante a noite desta quarta-feira, e agora segue para o sudoeste, em direção à Jamaica, e se afasta de Cuba - apesar de o país ainda continuar sob alerta -, enquanto no Caribe se formou a oitava depressão tropical do ano.
"'Gustav' está se deslocando para o sudoeste, rumo ao sul da Jamaica, como foi observado pelo radar na região de Gran Piedra (Santiago de Cuba) e confirmado por um avião de reconhecimento", diz um aviso de ciclone tropical emitido às 6h local (7h, em Brasília) pelo Instituto de Meteorologia cubano.
Embora o sistema "tenha se fortalecido um pouco", a nova trajetória "diminui consideravelmente qualquer possibilidade (de a tempestade) afetar as províncias orientais de Cuba", acrescenta o boletim.
O diretor de Previsões do Instituto, José Rubiera, explicou que os atuais modelos de trajetória prevêem que "Gustav" avançe em direção ao Canal de Iucatã (entre o México e o oeste de Cuba), sem descartar sua passagem por Pinar del Río ou Havana, províncias do extremo ocidental da ilha.
Rubiera pediu que os cubanos contenham o otimismo pelo fato de a tempestade estar se afastando, já que em 2003 um ciclone passou pela Jamaica e depois atravessou as províncias ocidentais cubanas, lembrou.
A sétima tempestade tropical da atual temporada do Atlântico já causou pelo menos 19 mortes no Haiti e oito na República Dominicana, quando passou pela ilha La Española como furacão, com ventos de mais de 150 km/h.
Segundo o Instituto, a tempestade agora atinge ventos de até 85 km/h, o que representa um aumento, depois de ter diminuído, na quarta-feira, para 75 km/h ao atravessar o sudoeste do Haiti.
"Durante as próximas 12 a 24 horas, espera-se que 'Gustav' se desloque rumo ao oeste a aproximadamente 13 km/h, pela costa sul da Jamaica. Depois, seu movimento se inclinará para oeste-noroeste", diz o aviso.
"Após se afastar da Jamaica nesta sexta-feira, 'Gustav' poderá se fortalecer enquanto estiver se movimentando para o oeste-noroeste. Estas perspectivas fazem com que as províncias do ocidente do país (Cuba) devam se manter informadas", afirma.
O Instituto cubano anunciou, em outro boletim, a formação da "depressão tropical número oito" da temporada, que esta manhã estava a aproximadamente 575 quilômetros ao leste-nordeste das Ilhas de Sotavento.
A depressão se movimenta para oeste-noroeste a 7 km/h, e seus ventos máximos são de 55 km/h.
"As condições na atmosfera superior são favoráveis para que esta depressão tropical possa se transformar em uma tempestade tropical nas próximas 12 a 24 horas", diz o Instituto cubano.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) também se manifestou sobre a tempestade, e disse ser possível que a mesma alcance a intensidade de furacão ao longo do dia antes de passar por entre Cuba e Jamaica.
O NHC informou em seu boletim das 9h (horário de Brasília) que a oitava depressão tropical da temporada de furacões se formou.
Em sua lenta trajetória oeste a uma velocidade de 9 km/h, "Gustav" irá se fortalecendo hoje, e já nas águas do Golfo do México deve atingir a perigosa categoria três na escala de intensidade Saffir-Simpson (que vai de um a cinco).
Nas últimas horas, "Gustav" se movimentou muito lentamente, mas a velocidade de seus ventos foi aumentando progressivamente até chegar aos 110 km/h. Por esse motivo, acredita-se que ao longo do dia alcançará a intensidade de furacão, assim que ultrapassar os 120 km/h.
O NHC prevê que, no domingo, o centro de "Gustav" ultrapassará a parte ocidental de Cuba e seguirá para o Golfo do México rumo a Louisiana, justamente quando são completados três anos do furacão "Katrina".
Na atual temporada de furacões do Atlântico (de 1º de junho a 30 de novembro) se formaram sete tempestades e três furacões, incluindo "Gustav", além da depressão tropical número oito detectada hoje pelo NHC.
Meteorologistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, em inglês) previram em agosto que esta temporada seria muito ativa, motivo pelo qual se formariam de 14 a 18 tempestades tropicais, das quais de sete a dez poderiam se transformar em furacões.
Fonte: EFE



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