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Teste: Nissan Frontier argentina ganha força com a nova geração

diario da manha

Norton Luiz
Editor de Veículos

A nova geração da Nissan Frontier oxigenou a vida da picape da fabricante japonesa. Antes importada do México e agora com nacionalidade argentina e todas as versões com motor turbodiesel e tração 4×4, a Frontier passou por uma renovação que representa uma mudança de rumo do modelo no mercado brasileiro. Visualmente nem é preciso se esforçar muito para perceber que a picape ficou bem mais bonita e mais robusta. Detalhe que faz a diferença também: é possível rodar mais de 800 km com um tanque.

Agora, o que não está ao alcance dos olhos precisa necessariamente de um contato mais próximo com o modelo. De preferência assumindo a sua direção. Ai, sim, dá para sentir realmente o quanto a Frontier melhorou no aspecto de dirigibilidade e nos itens de conforto e comodidade. Tem mais tecnologia a bordo também.

Tudo isso mostra como a Nissan está enxergando o mercado das  picapes. Muito mais agora quando a marca sai fora do limite de importação do México e pode ir muito mais longe na sua estratégia comercial com o produto argentino. Era preciso mesmo mudar a Frontier e a fabricante acertou a mão. E foi exatamente para conhecer um pouco mais sobre a nova Nissan Frontier que rodamos na picape.

Expedição Nissan

Nós já tínhamos participado de Expedição Nissan pelo Mato Grosso, no ano passado, e mais recentemente rodamos com a picape em Goiás, saindo de Goiânia e indo até Pirenópolis, passando por estradas vicinais. Foi um percurso de cerca de 140 km só de ida e a Frontier só não mostrou força e disposição, como também andou confortável e silenciosa.

Na nossa aventura por terras goianas fomos a bordo da nova versão Attack 4×4, que voltou na linha da picape argentina neste ano. A diferença da Frontier Attack da convencional é só na aparência. E que aparência! Chama atenção o capô pintado em parte de preto, o adesivo com a inscrição Attack, num cinza em claro, abaixo das portas e na tampa traseira, as rodas de liga leve em tom escurecido, uma barra de aço na frente do para-choque dianteiro e o acabamento em preto brilhante na grade dianteira.

A Frontier Attack, com visual mais esportivo e estilo aventureiro e custando R$ 153 mil, é confortável e tem direção com assistência elétrica bem macia, freios de pronta ação, suspensão bem calibrada e uma central multimídia prática e funcional no uso. E olha que é só uma versão intermediária do modelo.

Diante de todo o conjunto que a Frontier oferece, agora em 12ª geração, dá pra acreditar que a picape deixará de ocupar o posto de figurante num segmento bastante aquecido para encarar de frente as grandes Chevrolet S10, Toyota Hilux, Ford Ranger e Volkswagen Amarok V6.

Motor turbodiesel

A Frontier 2019 traz motor 2.3 16V turbodiesel com a opção de uma ou duas turbinas, que faz a potência variar conforme a configuração adotada. O motor diesel de 160 cv turbodiesel é o que tem uma turbina e está disponível apenas na versão de trabalho S, assim como o câmbio manual de seis marchas. Nas demais versões o motor de 190 cv biturbo, de 45.9 kgfm de torque, é o de duas turbinas, associado ao câmbio automático de sete velocidades.

Além desse diferencial, a picape mantém em sua linha 2019 equipamentos como os inéditos – para o segmento – bancos “Gravidade Zero” inspirados na tecnologia desenvolvida pela NASA para eliminar a fadiga e melhorar o conforto para o condutor; os controles de tração e estabilidade (VDC – Vehicle Dinamic Control); freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BA); controles automático de descida (HDC) e auxílio de partida em rampa (HSA), luz de freio de LED (CHMSL), luzes diurnas (DRL) e muitos outros.

Outra novidade em tecnologia é a introdução do sistema multimídia A-IVI. Com tela de oito polegadas, inclui os aplicativos Android Auto e CarPlay, assistência de voz e atualizações de software e do aplicativo do GPS via Wi-Fi (“Over The Air”). Permite também a conexão simultânea de equipamentos e telefones celulares.

Inédita no segmento, a navegação “porta-a-porta” é outra atração. Com ela, antes de se dirigir aonde a Nissan Frontier está estacionada, basta colocar o destino no aplicativo “Door-To-Door Navigation”, que está disponível sem custos na Play Store e no iTunes e deve estar instalado no smartphone do proprietário. Além de ajudar na localização da picape em um estacionamento grande, por exemplo, ao ligar o rádio, a rota para o destino é automaticamente transferida para a tela do multimídia.

O painel de instrumentos em TFT também recebe aperfeiçoamentos. Ele ganha novas opções de telas informativas: velocímetro digital, temperatura externa e bússola digital. A nova versão Attack 4×4, substituta da SE e de entrada entre as automáticas, vem equipada com o motor mais potente, de 190 cv. Ela é extremamente bonita e a posição alta de dirigir é bastante confortável. A pintura e o acabamento diferenciados dão o charme à picape.

A versão mais cara da linha, a LE 4×4, traz ar-condicionado bizona, bancos de couro, regulagens elétricas para o banco do motorista, câmeras 360 graus, faróis de LED, start-stop, chave presencial e rodas aro 18, teto solar (novidade no segmento) e os airbags laterais dianteiros e do tipo cortina. As versões mais caras XE e LE, obviamente, abocanham os itens de conforto, segurança e comodidade compatíveis com as versões e seus respectivos preços.

A associação do motor de 190 cv e do câmbio automática de sete marchas é perfeita. Mesmo sem utilizar equipamentos de ponta para colocar a serviço da avaliação da Frontier, é possível dizer que a picape vai de 0 a 100 km/h em pouco mais de 10 segundos e que o consumo na cidade bateu na casa dos 9,3 km/l de diesel na cidade e de 10,7 km/l na estrada. O tanque em capacidade para 80 litros e com o consumo registrado na estrada é possível rodar mais de 800 km com com um só tanque de diesel na estrada.

No chão, a Frontier deu conta do recado sem causar incômodos de barulho ou solavancos rodando na estrada de chão. O vão livre do solo, de 241 mm, ajudou na transposição de valetas pelo caminho. Uma pena não oferecer ajuste de profundidade do volante, dispondo apenas do ajuste de altura.

Equipamentos

Controles de tração e estabilidade, bloqueio de diferencial traseiro, controle inteligente de descida (HDC), sistema de partida em rampa (HSA) e tração integral temporária, com 4×4 acionado a até 100 km/h são itens presentes na Frontier. A capacidade de reboque é de 3,5 toneladas.

Além da versão Attack 4×4 que nós testamos e que vem equipada com motor 2.3 de 190 cv, a Nissan Frontier está sendo comercializada no Brasil nas versões S 4×4, com motor 2.3 de 160 cv e câmbio manual de seis marchas, (é destinada ao trabalho) e XE 4×4 (R$ 173 mil) e LE 4×4 (R$ 193 mil), ambas com a mesma motorização da Attack.

 

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