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Shopping goiano abre estacionamento para autistas

Estacionamento para autistas em shopping de Goiânia, é o pioneiro a abrir vagas exclusivas em seu estacionamento.

diario da manha
Foto: Reprodução

O Goiânia Shopping, em Goiânia, é o primeiro no Brasil a abrir duas vagas exclusivas para autistas em seu estacionamento. As vagas preferenciais ficam no piso G1 e são sinalizadas por placas e pinturas no chão.

Desde a última terça-feira (23/07) as vagas estão abertas para uso preferencial de autistas e familiares.

Para ter direito a parar no local, é preciso deixar no interior do carro a carteirinha de prioridade ou a Carteirinha de Identificação do Autista (CIA).

Conheça mais sobre o Autismo

De acordo com a Revista Espaço Aberto da USP, “O autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. 

Dados do CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Contudo, apesar de numerosos, os milhões de brasileiros autistas ainda sofrem para encontrar tratamento adequado.

Apesar do autismo ter um número relativamente grande de incidência, foi apenas em 1993 que a síndrome foi adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.” A demora na inclusão do autismo neste ranking é reflexo do pouco que se sabe sobre a questão. Existe uma busca, no mundo todo, para entender quais são as causas genéticas do autismo”, explica a Professora Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, coordenadora do núcleo voltado a autismo do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências (IB) da USP. “Hoje a eficiência do teste ainda é muito baixa”, afirma ela.

Os pesquisadores do Projeto Genoma fizeram uma importante descoberta na área: o gene TRPC6 seria um dos genes de predisposição ao autismo e alterações nesse gene levariam a problemas nos neurônios. Indo mais além, chegaram à conclusão de que tais variações podem ser corrigidas com uma substância chamada hiperforina, presente na erva-de-são-joão . “A expectativa é que talvez 1% dos pacientes possa responder positivamente à erva-de-são-joão”, explica Maria Rita.

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