Ciência

História Cósmica: infográfico mostra evolução do Universo em grande escala

As anisitropias da radiação cósmica de fundo (CMB), conforme observadas por Plank. A CMB é uma foto instantânea (snapshot) da luz mais antiga em nosso Universo, impressa no céu quando o Universo datava apenas 380 mil anos de idade. A imagem exibe as minúsculas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidades ligeiramente diferentes, representando as sementes de todas as estruturas futuras: estrelas e galáxias de hoje

diario da manha
Ruído Cósmico de Fundo (Cosmic Background Microwave)
Planck e o Ruído Cósmico de Fundo
As anisitropias da radiação cósmica de fundo (CMB), conforme observadas pela sonda Planck. A CMB é uma foto instantânea (snapshot) da luz mais antiga em nosso Universo, impressa no céu quando o Universo datava apenas 380 mil anos de idade. A imagem exibe as minúsculas flutuações de temperatura que correspondem a regiões de densidades ligeiramente diferentes, representando as sementes de todas as estruturas futuras: estrelas e galáxias de hoje

A Agência Espacial Europeia lançou um belo infográfico que resume a história cósmica que já data quase 14 bilhões de anos. A imagem exibe, em particular, os eventos que contribuíram para a Radiação Cósmica de Fundo, ou CMB (Cosmic Microwave Background, da sigla em inglês).

A linha do tempo do lado superior da ilustração mostra uma visão artística da evolução do cosmos em grandes escalas. Os processos descritos variam desde a inflação, a breve era de expansão acelerada que o Universo foi submetido quando ele tinha apenas uma fração de segundo de idade, até o espalhamento do Ruído Cósmico de Fundo, a luz mais antiga no nosso Universo, impressa no céu quando o cosmos tinha apenas 380 mil anos; e exibe desde a ‘Idade das Trevas’ até o nascimento das primeiras estrelas e formação das primeiras galáxias, que “reionizou” o Universo quando ele já chegava em alguns 100 milhões de anos, e finaliza até o presente momento.

Minúsculas flutuações quânticas geradas durante a época inflacionária semearam as futuras estruturas: as estrelas e galáxias de hoje. Após o fim da inflação, as partículas de matéria escura começaram a aglutinar-se, em torno destas sementes cósmicas construindo, lentamente, uma teia cósmica de estruturas. Mais tarde, após a dispersão do CMB, a matéria normal começou a cair nestas estruturas, eventualmente, dando origem a estrelas e galáxias.

Do lado inferior do infográfico, estão os closes aproximados de alguns processos microscópicos acontecendo durante a história cósmica: desde as pequenas flutuações geradas durante a inflação, até a sopa densa de luz e partículas que preenchia o universo inicial; desde o último espalhamento da luz dos elétrons, que deu origem ao Ruído Cósmico de Fundo e sua polarização, até a reionização do universo, causada pelas primeiras estrelas e galáxias, induzindo a polarização extra na CMB.

Eu traduzi o material gráfico com autorização da Agência Espacial Europeia (ESA), especialmente para os leitores do Diário da Manhã:

História Cósmica, infográfico da evolução do cosmos
História Cósmica, infográfico da evolução do cosmos

A SONDA PLANCK

O objetivo da sonda Planck da Agência Espacial Europeia (ESA) é o de estudar o nascimento do Universo. Ela auxiliaa os astrônomos a desenvolver teorias sobre o nascimento e sobre a evolução do Universo.

A missão Planck examina a radiação cósmica de fundo do universo, que é constituída de micro-ondas com um nível de precisão e de resolução angular nunca antes visto.

A sonda já fornece informações valiosas de vários assuntos cosmológicos e astrofísicos, tais como testar teorias sobre a fase inicial do Universo e sobre a origem da estrutura cósmica como a conhecemos.

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