Ciência

Pesquisadores da USP atualizam mapa de risco de tremores no Brasil 

diario da manha

Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) se uniram para atualizar o mapa de ameaças sísmicas feito pela ABNT, em 2006. “Apesar de não existir terremotos muito fortes no Brasil, o país possui tremores de terra suficientes para causar danos”, disse o professor da instituição Marcelo Assunção. Ele afirmou ainda que estes dados precisam ser atualizados com frequência.

Em função disso, o trabalho atual mostra regiões com tremores mais frequentes. O estudo realizado a partir de Dados da Rede Sismográfica Brasileira aponta que a norma antiga mostrava uma única área sísmica que seria no Nordeste, em específico o Ceará e o Rio Grande do Norte. Mas atualmente foram identificadas áreas como a região do Pantanal, parte central de Goiás, sul de Minas Gerais, uma parte da Amazônia estão suscetíveis.

“Nas regiões próximas em bordas de placas como o Chile e Peru esses tremores são mais frequentes e maiores, mas no interior de uma placa como é o caso do Brasil ainda existem essas mesmas forças geológicas.” No entanto, Marcelo afirma que por ser uma região mais estável ocorrem com menos frequência.

De acordo com ele, não há motivos para preocupação. “Não é necessária nenhuma preparação especial. A probabilidade de ocorrer um tremor mais forte para causar danos é tão pequena que não necessidade de reforçar as casas normais.”

Apesar disso salienta que obras críticas, que são as construções com grande concentração de pessoas, precisam ser pensadas em termos de sismicidade, mas somente em algumas localidades.

Segundo ele, a maioria dos tremores que podem ser percebidos pela população são de magnitude 3, considerada pequena e não causa dano, no entanto, causa certo desconforto quando as pessoas não estão acostumadas a tremores.

O estudo ainda informa que quanto maior a magnitude, mais rara a ocorrência. No Brasil, tremores de magnitude 4 ocorrem duas vezes por ano. Magnitude 5 e 6, a cada 4 e 50 anos, respectivamente.

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