A era da imprivacidade

diario da manha

Da BBC

É inegável que os smartphones provocaram uma verdadeira revolução em nossas vidas. Através deles nos conectamos com o mundo, encontramos o caminho certo quando estamos perdidos e podemos fazer compras ou movimentações bancárias sem ter que encarar estacionamentos e filas. Mas essas conveniências têm um preço, que estamos apenas começando a entender.

Em um mundo onde a privacidade on-line é uma preocupação cada vez maior, especialistas em segurança dizem que um de nossos maiores erros é a premissa de que se escondermos nossas identidades com senhas e pseudônimos, nos manteremos seguros e anônimos. Mas as evidências mostram que não é preciso muito para que nossas identidades sejam reveladas.

Em janeiro, um estudo que analisou dados de cartões de crédito mostrou que apenas quatro informações são necessárias para ligar um indivíduo ao registro “anônimo” de suas operações – uma delas são as coordenadas geográficas que podem ser retiradas de um smartphone. E quais são as outras informações potencialmente perigosas? O que elas podem revelar? Como proteger melhor seus dados pessoais no futuro? Conheça aqui as respostas.

 

Riscos

Datas, horários, localização geográfica e o número de série de um smartphone são os itens que mais podem revelar suas atividades e por onde você anda. O conjunto dessas informações é conhecido como metadados, ou arquivos Exif do smartphone. Esses fragmentos de informação podem ser colocados juntos para formular sua identidade.

A maioria das pessoas vê a marcação de localização geográfica como a maior ameaça à sua privacidade. Trata-se de uma ferramenta que muitos aplicativos utilizam para encontrar e divulgar a exata localização de seus usuários.

No Facebook, por exemplo, essa informação é transmitida automaticamente quando você posta algo ou conversa no chat – é necessário desabilitá-lo manualmente. Isso também ocorre em aplicativos como o Instagram e o Twitter. O problema é que ela revela a localização das pessoas quando elas pensavam que ninguém sabia onde elas estavam.

No início deste ano, um criminoso chamado Ashley Keast foi preso em flagrante depois de postar uma foto sua comemorando o roubo do smartphone que ele estava usando. Mesmo tendo trocado o chip interno antes de mandar a foto pelo WhatsApp, amigos da vítima reconheceram o local e chamaram a polícia.

Comentários