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Líder do movimento "Vem Pra Rua participa" de programa de debate

Chequer declarou não desconsiderar que o movimento possa apoiar, no próximo ano, políticos que tenham propostas compatíveis com as suas.

diario da manha

O empresário Rogerio Chequer, um dos criadores do movimento ‘Vem Pra Rua’, participou da edição do programa ‘Roda Viva’, da ‘TV Cultural’, de ontem (23). Ele falou sobre o protesto contra o governo que ocorreu no último dia 15, o movimento, o esquema de corrupção na Petrobras e política.

De acordo com Chequer, a manifestação ocorreu não somente contra a presidente ou pró-impeachment. Ele pontuou que os nomes que foram divulgados na lista da operação Lava Jato estamparam os cartazes durante o protesto. “Discordo que estamos só concentrados na Dilma ou no governo federal. Pra quem estava nas manifestações, nosso caminhão estava coberto com todos os nomes da lista de Janot”, afirmou.

O empresário declarou que o grupo está acompanhando o desenrolar da operação que investiga o esquema de corrupção na petroleira. “Quem vê nosso Facebook, percebe que um dos nossos principais objetivos é monitorar os processos que ocorrem no poder. Estamos extremamente vigilantes para saber o que irá acontecer com essa investigação. Será que vai ser julgada de forma neutra?”, argumentou.

Sobre a organização do movimento, ele declarou que participaram pessoas de variadas profissões. “Temos líderes de todos os tipos, todas as classes sociais pelo país. Temos médicos, empreendedores, donas de casa, desempregados, todos têm seu espaço no projeto”, enfatizou.

Segundo o líder, há assuntos que ainda não foram abordados, pois o movimento pretende entender aquilo que a população. “Existem inúmeros pontos em que ainda não tocamos, pois estamos querendo sentir o que a sociedade quer, e não partir pra um nicho específico. Queremos que a população comece a ficar confortável com esses movimentos, e que as pessoas entendam que é possível mudar algo desta vez”, explicou.

Chequer declarou não desconsiderar que o movimento possa apoiar, no próximo ano, políticos que tenham propostas compatíveis com as suas.  “Apoiar políticos que seguem premissas do movimento, pra 2016, é uma discussão totalmente presente em nossa pauta”, ressaltou.

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