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Manifestantes caminham pelas ruas da Capital

diario da manha
Movimento reuniu manifestantes vestidos com as cores nacionais. No interior de Goiás e capitais de outros Estados também houve atos (patr[icia neves)

Protesto foi marcado para iniciar na Praça Tamandaré e seguir em direção à sede da Polícia Federal. O ato foi realizado de maneira pacífica e não houve registros de vandalismo

Marcelo Mendes Da editoria de Cidades

Quinze de março de 2015, essa data foi marcada pelo protesto contra a corrupção ocorrido em Goiânia e em diversas cidades pelo País. Conforme a organização do evento, foram 120 mil participantes, porém, de acordo com a Polícia Militar (PM), 60 mil pessoas foram às ruas da capital.
A concentração foi iniciada por volta das 12h de ontem na Praça Tamandaré, localizada no Setor Oeste. O movimento começou às 14h. Os líderes utilizavam sistema de som de trios elétricos para entoar palavras de ordem, cantar o Hino Nacional brasileiro e reproduzir paródias de músicas com temas relacionados a críticas políticas. Faixas espalhadas com os dizeres “Fora PT e leve a Dilma com você”, “Impeachment já”, “Fora Dilma”, eram as mais comuns.
Os manifestantes subiram a Avenida República do Líbano, passaram pela Rua 106 e seguiram pela Avenida 85 em direção à sede da Polícia Federal (PF) localizada no Setor Bela Vista, na região do Parque Areião, onde o movimento foi encerrado por volta das 17h.
Idosos, estudantes, adultos e crianças não se incomodaram com o tempo chuvoso e participaram do movimento pacífico. A aposentada Clarice Parreira, 69 anos, aproveitou o momento para expressar a sua insatisfação diante do momento vivido pelo País: “Sou aposentada. Trabalhei tanto e ainda tenho que trabalhar para sobreviver.”
Já o aeronauta Roni Piagetti, 66, afirma que o governo não o representa. “Estou exercendo meu direito, pois esse governo não me representa.”
Diversas pessoas aproveitaram o momento para se manifestar também nas redes sociais. Muitas utilizaram os celulares para registrar o momento durante a caminhada.
O evento durou cerca de 3 horas e não houve caso de vandalismo registrado até o encerramento. Houve um momento em que aconteceu um princípio de confusão: um homem teria declarado apoio à presidente Dilma e foi retirado do perímetro por seguranças, pois os manifestantes pretendiam expulsá-lo. Depois do incidente, o envolvido disse que tudo se passou devido a uma interpretação errada.

Entrevista
A reportagem do Diário da Manhã entrevistou Sílvio Fernandes, 36 anos, médico e empresário, que integra a comissão organizadora do protesto realizado em Goiânia. Conforme o médico, foram registrados cerca de 2 km de extensão do manifesto e nenhum caso relacionado à violência ou vandalismo.

Diário da Manhã – Qual a principal bandeira defendida pelo movimento?
Sílvio Fernandes – Impeachment da presidente Dilma Rousseff, essa é a nossa principal bandeira. Claro que junto disso tem a apuração de todos esses escândalos de corrupção que estão assolando o País.

DM – Quando nasceu esse movimento?
Sílvio Fernandes – Esse movimento não nasceu para hoje, ele nasceu no ano passado. A gente sabia que iria virar essa bandalheira. E por isso a gente vai continuar até conseguir os nossos objetivos. Nosso movimento também tem o intuito de provocar uma mudança no País. Uma maneira de despertar no cidadão a ética e que somente dessa maneira vamos conseguir mudar o País.

DM – Esse movimento está associado aos outros atos que estão sendo realizados pelo País? Há associação com partidos políticos?
Sílvio Fernandes – Existe uma coordenação nacional, mas as células estaduais têm vida própria. Nenhum partido associado. Somos um movimento do povo e para o povo. Qualquer coisa fora disso é mentira. Claro que tem participantes com preferências partidárias e com filiação, mas aqui agora é uma manifestação do povo para o povo, para a gente fazer os políticos nos ouvirem. Mas é claro que se o processo de impeachment for para frente, a gente vai precisar dos partidos políticos.

DM – O que serão feitas com as assinaturas colhidas? Qual o número de assinaturas já colhidas?
Sílvio Fernandes – Nós vamos levar as assinaturas colhidas para Brasília nesta semana. A última contabilização feita aqui tinha sido de 5 mil, a gente já tinha colhido umas 6 mil, a gente deve ter cerca de 11 mil assinaturas.

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