Cotidiano

Uma arte natural

diario da manha

Com a persistência dos bambuzais em se recuperar das tempestades, Santana homenageia a trajetória, também indobrável, do Diário da Manhã

O Diário da Manhã apresenta o especial “56 anos de Liberdade”. Um projeto em comemoração aos 35 anos de fundação do DM que, somados os 21 anos do jornal Cinco de Março, que o antecedeu, representam a marca no tempo de um estado de espírito solidário, combativo, corajoso e consciente de que a liberdade é o principal patrimônio de uma empresa de comunicação. É saudando esta trajetória de lutas, algumas derrotas e muitas conquistas que surge a Coleção de Artes Diário da Manhã, composta por obras de consagrados artistas goianos que serão expostas em cada edição do jornal. O leitor acompanha aqui o crescimento diário da lista de artistas participantes, que serão apresentados individualmente e, também, em entrevista na DMTV. Ao fim da série será veiculado o Caderno da Coleção, no qual estarão registradas todas as obras que a partir de então ficam em exposição permanente na sede deste jornal, em tributo à Liberdade.

____________________________________________________________________ PX Silveira

REPORTAGEM: Rariana pinheiro

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O artista plástico goianiense e “campineiro”, mas que escolheu Pirenópolis para viver, celebra os 56 anos de liberdade do Diário da Manhã com um símbolo natural da persistência: os bambuzais. “Na maior tempestade, os bambus envergam até o solo. Mas, quando a chuva e o vento passam, eles voltam à vertical. É símbolo da liberdade e justiça. E, também, deste veículo”, ressalta.

 

É a natureza, especialmente a flora e a fauna do Cerrado, que sempre reforçou os dons deste artista. E, do assunto, possui conhecimento de causa. Antes de se dedicar exclusivamente ao mundo das cores, era farmacêutico, e, por ter trabalhado na área veterinária, a vida agrícola lhe marcou profundamente.

 

Cada viagem a trabalho se reafirmavam suas peculiaridades artísticas, fortemente ligadas à fauna e à flora do Cerrado e ao universo indígena. “Convivi muito tempo com as tribos do Pará e do Mato Grosso. Já o Cerrado é minha casa, meu berço. Apesar de minha obra ser considerada como arte contemporânea, não deixo de inserir estes elementos”, explica.

 

Os quadros de Santana são vibrantes e coloridos pelos tons característicos das onças-pintadas, capivaras ou jacarés. Outra característica de sua obra é o reaproveitamento de madeiras para fazer totens, mandadas, sempre usando a mesma temática.

 

Por tamanha brasilidade, suas obras já chamaram atenção em exposições do mundo. Santana já participou, por exemplo, de duas mostras em Washington (EUA). Em uma delas foi, inclusive, o único artista brasileiro vivo. “Era uma exposição em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Meu trabalho dividia espaço com nomes como os de Portinari, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti”, recorda com orgulho.

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