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Coleta de lixo em Brasília volta à normalidade

Governo e representantes dos trabalhadores se reúnem em busca de consenso sobre a mudança de carreiras no Serviço de Limpeza Urbana

diario da manha

 

Agência Brasília

Após paralisação de quatro horas, suficientes para deixar 23 áreas em 11 regiões administrativas de Brasília sem coleta de lixo, na última segunda-feira (18), trabalhadores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) normalizaram as atividades. Representantes do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser-DF) se reúnem hoje com a subsecretária de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, Mari Trindade, em busca de um consenso sobre mudanças nas carreiras dos servidores.

O sindicato e a Associação Recreativa e Cultural dos Servidores da Limpeza Urbana do Distrito Federal (Aslu-DF) se opõem à ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), acatada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que determina que aos empregados que deixem a carreira de Políticas Públicas de Gestão Governamental (PPGG) e retornem à Carreira de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos (CGSRS). A mudança refletiria em perdas salariais.

 

TROCA DE CARREIRA

Em janeiro deste ano, o MPDFT entendeu que houve “troca de carreira” dos empregados e entrou com uma ação de inconstitucionalidade pedindo a retomada das categorias. O Ministério Público entendeu que houve mudança sem concurso público. O TJDFT acatou a ação e os servidores retornaram à PPGG, voltando a receber os antigos salários. “Caso a decisão seja desfavorável, esperamos não ter que devolver o acréscimo salarial, pois recebemos de boa-fé, dentro da legalidade”, afirma o presidente do Sindser, André Luiz da Conceição.

A categoria protocolou uma minuta na Secretaria de Relações Institucionais e Sociais para garantir a gratificação aos trabalhadores e evitar a redução salarial. De acordo com André Luiz, cerca de 3,5 mil pessoas, entre servidores, aposentados e pensionistas, foram prejudicadas. “Vamos buscar a negociação, mas se a resposta for negativa, a classe se reúne na próxima semana com indicativo de greve”, destaca o presidente do Sindser. Por meio de uma nota oficial, o SLU informou que acatará a ação de inconstitucionalidade do MPDFT, julgada pelo TJDFT.

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