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Governo entrega moradias para famílias de Acreúna

Famílias esperaram oito anos para ter direito à moradia. Parceria envolve Agência Goiana de Habitação do governo de Goiás e Caixa Econômica

diario da manha

 

Da Assessoria

Aos 50 anos, a dona de casa Damiana Noberto não escondia a satisfação que sentiu ao receber a moradia pela qual esperou toda sua vida. “Escuta o que estou dizendo: ainda vou fazer uma piscina. Agora que é minha, posso fazer tudo que tenho direito e que sempre sonhei”, afirmou, bem-humorada.

Ela recebeu uma das 78 unidades habitacionais entregues pelo governo de Goiás, na última quinta-feira (14), no Residencial Canadá, em Acreúna, região Sudoeste do Estado.

Ao completar esta etapa de sua vida, Damiana abre espaço para novos sonhos. “Sempre quis ter uma tapiocaria, mas não podia pagar pelo aluguel do ponto. Agora, com a casa própria, posso ter meu comércio na frente do terreno”, revelou ainda.

Depois de uma espera de oito anos, essas famílias realizam o sonho da casa própria, graças à parceria entre a Agência Goiana de Habitação (Agehab) e a Caixa Econômica Federal, que assumiram a missão de concluir as moradias iniciadas por uma entidade que, em 2007, abandonou a obra.

O presidente da Agehab, Luiz Stival, representou o governador Marconi Perillo na solenidade de entrega das casas, que aconteceu na Câmara Municipal, depois de uma visita com as famílias ao Residencial Canadá, com as presenças do prefeito Edmar Oliveira Alves Neto, da senadora Lúcia Vânia e lideranças da região.

A doméstica Rejane Maria Clementina da Silva, 40 anos, duas filhas, chegou ao Residencial Canadá pouco antes de receber as chaves da sonhada casa própria. Com as mãos geladas, suava frio de tanta emoção. “Nem acredito que finalmente vou receber as chaves da minha casa e que minhas filhas terão uma vida segura e tranquila”, comemorou Rejane.

O presidente da Agehab salientou que o convênio em andamento com a Prefeitura de Acreúna é para construção de 205 moradias, totalizando investimento de R$ 4,5 milhões em recursos do Cheque Mais Moradia e do governo federal – Oferta Pública Sub-50/II (que atende cidades com até 50 mil habitantes) e Caixa/FGTS imóvel na planta. “Esse é um dia de vitória para as famílias que recebem suas casas e para as equipes da Agehab e Caixa, que trabalharam muito para realizar esse sonho”, disse.

Luiz Stival lembrou que visitou a área do empreendimento há mais de um ano, ao lado do então presidente da Agehab, Marcos Abrão Roriz. Segundo ele, no local só havia mato e obras inacabadas. “Foi graças ao empenho de Marcos Abrão, hoje eleito deputado federal, e da senadora Lúcia Vânia, que esse empreendimento é realidade. Eles levaram a necessidade de Acreúna ao governador Marconi Perillo, que foi sensível e atendeu prontamente ao pedido de assumir e terminar o residencial”, contou Luiz Stival.

 

Comemoração

Acreúna comemorou os 39 anos de emancipação política realizando o maior sonho das 78 famílias que receberam as chaves da casa própria. Lúcia Vânia lembrou que esteve no município em seu início e ajudou a construir o primeiro conjunto habitacional da cidade, que recebeu o nome de Ana Carla, em homenagem à filha da senadora, hoje secretária da Fazenda de Goiás. “Eu entendo a importância da habitação na vida das pessoas. Por isso, fiz questão de pedir a pasta da Agehab ao governador Marconi Perillo, para onde indiquei um jovem empreendedor chamado Marcos Abrão, que fez um excelente trabalho e hoje está na Câmara Federal”, discursou. Hoje, segundo ela, Luiz Stival conseguiu dar segmento a esse desempenho exemplar.

Lúcia Vânia contou que a união do programa Cheque Mais Moradia com todos os programas federais tornou possível a realização do sonho de milhares de famílias no Estado. “O governador não teve ciúmes de dividir o reconhecimento da autoria dos empreendimentos com o governo federal. Isso porque ele pensou em primeiro lugar nas pessoas. Sem as parcerias executadas pela Agehab, não teríamos conseguido finalizar as obras paradas”, concluiu.

 

Retomada das obras

Quem lembra em detalhes esta história de espera é a beneficiária Rejane Maria: “Por muitos anos, pensei em desistir, pensando que a casa não ia sair. Iniciei uma campanha na igreja pela moradia. No mesmo dia, recebi a visita do assistente social dizendo que eu havia sido contemplada. Na época, as obras estavam paralisadas. Mas no ano passado, a Agehab assumiu a construção e conseguiu terminar tudo dentro do prazo”. Ao longo desse último ano, a doméstica passou a visitar o canteiro de obras com frequência. “Queria ver se a casa estava lá mesmo, bonitinha, como sempre sonhei”, disse.

Para a família do soldador Kelis Godói de Moraes, 32 anos, a maior alegria é sair do aluguel. “Um dinheiro que não volta mais e faz muita falta para a família. A gente agradece quem nos ajudou a ter a nossa casa. Esperamos por 12 anos, desde a inscrição. Desde que a Agehab assumiu a obra, o negócio deslanchou. O cronograma está sendo cumprido à risca”, comemorou o soldador.

A cabeleireira Dionízia Faria de Jesus, 43 anos, e o caminhoneiro Rubens Arantes, 53 anos, receberam no final do ano passado as chaves de sua moradia. A casa deles é uma das 29 entregues pela Agehab em parceria com a Caixa, na primeira etapa do Residencial Canadá.

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