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Polícia Federal faz operação de combate à pornografia infantil em Goiás

Endereço na internet levou policiais até suspeitos. Polícia investiga arquivos armazenados no computador

diario da manha

 

 

Quatro discos rígidos de computador foram recolhidos ontem em uma residência no Setor Goiânia 2, na Capital. Suspeita: pedofilia. A ação da Polícia Federal realizou outras apreensões também no Parque Industrial João Braz e outros dois em um imóvel no Setor Santo Hilário. Segundo a PF, 16 policiais participaram da ação em Goiás.

A Operação Araceli, que visa combater a pornografia infantil no País, leva o nome da criança que foi brutalmente assassinada há 42 anos e que batiza o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Goiás, explica a PF, os suspeitos não pertencem a uma rede e são investigados apenas por divulgavam as imagens.

Os crimes investigados são armazenamento e divulgação de imagens e vídeos com pornografia infantil.

Os policiais chegaram às pessoas suspeitas monitorando o compartilhamento do material e após conseguirem a quebra do Protocolo da Internet (IP, número que identifica o computador conectado à rede).

“É uma grande operação de combate à pornografia infantil, conduzida em diferentes estados. E hoje, houve uma convergência entre as diferentes superintendências, em virtude do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (lembrado no dia 18 de maio) para que a data se torne emblemática no combate à pedofilia”, disse o delegado responsável pela operação no Rio Grande do Norte, Rubens França.

 

PRISÃO

No Estado, foram cumpridos 12 mandatos de busca e apreensão e três pessoas foram presas em flagrante por posse de material de pornografia infantil. No Ceará, dois suspeitos foram presos por compartilhar e armazenar pornografia infantil.

Em uma casa, no Rio Grande do Sul, foram apreendidos quatro computadores e dois HDs externos, nos quais havia arquivos com conteúdo pornográfico infantil. Um dos notebooks transmitia e recebia material pornográfico. O responsável não foi localizado em casa, nem em seu local de trabalho e está sendo procurado pela polícia.

A Operação Araceli – que recebeu o nome em alusão à menina Araceli Cabrera Sanchez Crespo, assassinada no dia 18 de maio de 1973, em Vitória, tendo o seu corpo encontrado seis dias depois do desaparecimento, com marcas de violência, abuso sexual e carbonizado – ocorre em Alagoas, Goiás, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina, no Rio Grande do Norte, Ceará, Amazonas, Acre, Rio Grande do Sul e também no Distrito Federal.

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