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Esquema de Odebrecht e Andrade Gutierrez era mais sofisticado, diz força-tarefa da Lava-Jato

Procurador e delegado criticam empresa de Marcelo Odebrecht por não colaborar com investigações

CURITIBA — O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e o delegado Igor Romário de Paula, membros da força-tarefa da Operação Lava-Jato, afirmaram nesta sexta-feira que o esquema de corrupção envolvendo as empreiteiras Andrade Gutierrez e a Odebrecht era muito mais sofisticado do que o das demais empreiteiras investigadas pela Polícia Federal. Ambos criticaram ainda a postura da Odebrecht que, segundo eles, “foi diferente das demais, negando os fatos e se recusando a colaborar com a Justiça”.

— A Odebrecht não apresentou documentos, não teve postura — declarou Carlos Fernando, para quem esta nova fase da Lava-Jato não é “uma surpresa”, e sim uma continuação da sétima fase da operação, que prendeu empreiteiros como Ricardo Pessoa, da UTC.

Segundo o procurador, com as empreiteiras anteriores os relacionamentos que foram denunciados foram com o doleiro Alberto Yousseff e as empresas dele, “um esquema relativamente simples e muito fácil de se comprovar, porque acontecia dentro do nosso país”.

— Entretanto, agora, o esquema de lavagem envolvem depósitos no exterior. Precisamos de um apoio muito grande das autoridades no exterior e também tivemos que nos aprofundar na coleta de provas, nós tivemos uma serie de colaboradores que nos indicaram o caminho do dinheiro no exterior — disse o procurador.

Para o delegador Igor de Paula, esta nova fase mostrou que “ não importa o tamanho da empresa, a sua capacidade de influência e seu poder econômico, isso jamais vai poder ser prerrogativa”.

Os 12 presos nesta nova fase da Lava-Jato vão chegar nesta sexta-feira por volta das 18h, em Curitiba. Os presos temporário deverão ser ouvidos no fim de semana; e os de preventiva em seguida, provavelmente ao longo da próxima semana.

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