Governadora da Carolina do Sul pede pena de morte a suspeito de massacre a igreja

Dylann Roof, de 21 anos, matou nove pessoas em um dos piores ataques da História recente do país

CHARLESTON, Carolina do Sul — A governadora da Carolina do Sul pediu nesta sexta-feira pena de morte ao jovem suspeito de matar nove pessoas em uma igreja de negros em Charleston. Um dia depois do massacre, considerado um dos piores da História recente dos Estados Unidos, Nikki Haley descreveu o caso como um “crime de ódio”. Dylann Roof, um jovem branco de 21 anos de feições ainda adolescentes, confessou ter realizado o ataque e, ao ser preso, disse à polícia que quase desistiu do plano porque todos foram simpáticos com ele, contaram fontes.

— Este é o pior crime ódio que eu já vi – e que o país viu – em um longo tempo — disse Nikki Haley em entrevista à TV americana NBC. — Nós queremos que ele enfrente uma pena de morte.

O jovem deve fazer a sua primeira aparição na corte na tarde desta sexta-feira.

Vigílias de oração foram realizadas em igrejas em Charleston e em todos os EUA para as seis mulheres e os três homens assassinados na noite de quarta-feira. Entre os mortos está o pastor da igreja, Clementa Pinckney, de 41 anos, uma importante figura da comunidade negra local e senador democrata. Dylann Roof foi preso em Shelby, na Carolina do Norte, a cerca de quatro horas de distância do local do massacre.

O jovem, que se rendeu sem resistência durante uma blitz da polícia, foi detido pela polícia que seguiu informações de uma motorista. Ele havia passado uma hora com os fiéis de uma das igrejas mais emblemáticas do país, forte símbolo da história da comunidade negra no sul dos Estados Unidos, marcado pela escravidão, movimentos de luta pelos direitos civis e as atuais tensões raciais.

O horror do crime e o simbolismo do local onde foi cometido marcaram profundamente o tom do pronunciamento do presidente Barack Obama, que expressou tristeza e revolta. Obama criticou o acesso fácil a armas de fogo e reconheceu que crimes como esse não acontecem com a mesma frequência em outros países desenvolvidos.

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