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Luiz Antônio Cunha: ‘Sou contrário a todo ensino religioso na escola pública brasileira’

Debate no Supremo Tribunal Federal também divide especialistas

Luiz Antônio Cunha, do Observatório da Laicidade na Educação, durante a sessão no Supremo Tribunal Federal sobre o ensino religioso nas escolas se colocou contra a prática:

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Sou contrário a todo ensino religioso na escola pública brasileira. Isso já havia sido extirpado e retornou em 1931, por um decreto de Getulio Vargas, numa situação de crise política no Brasil muito grande. Com a Constituição Federal de 1988, prevendo o ensino religioso nas escolas públicas, vimos um grande retrocesso da República. Nesse aspecto, a Carta Magna de 1988 é pior que a de 1891. Só nesse aspecto, em nenhum outro mais.

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Me manifesto no sentido de ‘despiorar’ a situação, um neologosimo adequado para a situação, colocando-me contrário ao ensino confessional. Mas também para tirar o arremedo do confessionalismo que está sendo chamado de interconfessional. Se não houver alternativa melhor, defendo que o ensino religioso não seja dado aos menores. Que seja só para os menos jovens.

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O proselitismo dissimulado. Contra o proselitismo ostensivo, existe a resistência possível. Você pode chamar um advogado ou a polícia. Mas o proselitismo dissimulado, que é a pior violência que se faz na escola pública brasileira, é muito difícil de ser combatido. O modelo confessional torna mais fácil para os lobbies religiosos atuarem nos estados e municípios, que regulam o ensino religioso da forma como querem.

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Esse acordo só dá privilégios para a Igreja Católica. Ele é flagrantemente inconstitucional. Privilegia uma religião.

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