Cotidiano

Menina é apedrejada ao sair de culto de candomblé, no Rio de Janeiro

Agressores são dois homens evangélicos, que teriam, ainda, insultado grupo que estava com a jovem

diario da manha
Foto: Reprodução

No último domingo (14), uma menina de 11 anos foi atacada com pedradas na cabeça após sair de um culto de candomblé na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Testemunhas afirmaram que a garota foi atacada por evangélicos e foi vítima de intolerância religiosa. Com o ataque, a menina acabou desmaiando e perdeu momentaneamente a memória.

A agressão aconteceu quando um grupo de oito pessoas usando trajes brancos típicos do candomblé se dirigia a um ponto de ônibus. Segundo a avó da vítima, de 53 anos, dois homens perceberam a movimentação e começaram a insultar o grupo: “Quando viram várias pessoas vestidas de branco, começaram a insultar, gritando que a gente ia queimar no inferno por ser macumbeiro.

Os agressores, que seriam dois homens, conseguiram fugir embarcando em um ônibus. Momentos antes da agressão, os dois teriam xingado e provocado os adeptos do candomblé que estavam acompanhando a menina. “Ficamos todos muito nervosos, a gente não sabia o que tinha acontecido, só escutamos o estrondo. Minha neta sangrou muito, chegou a desmaiar. Não reagimos em nenhum momento, a prioridade era socorrer”, afirmou a avó.

Após voltar ao local da festa e limpar os ferimentos da menina, o grupo a levou a um Posto de Assistência Médica (PAM). Ela já passa bem. A avó afirma que se sentiu impotente diante da situação enfrentada: “Nunca tinha passado por uma situação dessa. Eu me senti impotente, não podia fazer nada. Ninguém estava prejudicando ninguém, me questiono por que fizeram isso. Acho que, independentemente do que a pessoa pratica ou no que acredita, em qualquer religião, a prioridade é tratar o ser humano como um irmão”.

Familiares afirmaram que a criança está traumatizada com o ocorrido e deve começar, o quanto antes, um tratamento psicológico. A ocorrência foi registrada como lesão corporal e prática de discriminação religiosa. Policiais estão em busca de câmeras da região que possam ter flagrado o crime.

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