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Morre Paes de Andrade, que será velado no Congresso Nacional

Peemedebista histórico recebeu homenagens de políticos de vários partidos no plenário do Senado Federal

BRASÍLIA – O salão negro do Congresso Nacional irá velar, a partir das 17 horas desta quarta-feira, o corpo do peemedebista histórico, Paes de Andrade. Ex-deputado, ex-presidente da Câmara, ex-presidente da República interino e ex-embaixador do Brasil em Portugal no governo Lula, o cearense é sogro do senador Eunício Oliveira. O peemebebista assumiu interinamente a Presidência da República 12 vezes quando presidente da Câmara, na década de 90, durante o governo José Sarney. Um dos chamados “autênticos” do MDB e depois do PMDB, Paes recebeu homenagens hoje de políticos de vários partidos no plenário do Senado Federal.

Paes de Andrade figura no folclore político com o apelido de “ Mombaça” . Isso porque, em uma de suas interinidades no Planalto, lotou o boeing presidencial com políticos e amigos para fazer uma barulhenta visita a sua cidade natal, onde queria voltar como presidente da República. Acabou ganhando o apelido de “presidente Mombaça”.

— Ele acabou ficando conhecido pelo episódio de Mombaça, o que é uma grande injustiça — discursou o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), detalhando sua rica trajetória política.

— Paes foi um dos políticos mais importantes da história recente do Ceará e do País. Uma das figuras mais importantes da resistência a ditadura militar. Quando começou a revolução, não se afastou um milímetro de seus profundamente democráticos — discursou o conterrâneo Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Paes de Andrade entrou na política em 1950, quando foi eleito deputado estadual pelo PSD, legenda que o reelegeu para o cargo até 1962. No ano seguinte foi eleito deputado federal e em 1966 foi reeleito já pelo MDB, onde esteve ao lado de Ulysses Guimarães até sua morte. Foi presidente da Câmara dos Deputados de fevereiro de 1989 a fevereiro de 1991. É filiado desde 1980 ao PMDB, do qual já foi presidente nacional no ano de 1994. Foi embaixador do Brasil em Portugal de 2003 a 2007.

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