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PC busca prisão de estelionatário português que aplicou golpes em Goiânia

Ele agia em condomínios de luxo da capital. Os golpes aplicados chegam a aproximadamente R$ 200 mil.

diario da manha

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o caso de um estelionatário português que aplicava golpes em moradores de condomínios de luxo de Goiânia. Nuno Alexandre Alves D’Oliveira, de 43 anos, abordava suas vítimas, prometia serviços de aplicação de portas em vidro temperado; janelas, portas e esquadrias de alumínio. Ele iniciava o trabalho, mas não terminava e, durante esse período, o pagamento (geralmente feito por meio de cheque) era compensando.

De acordo com o delegado Anderson Pimentel, adjunto da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), o investigado fugiu no último dia 15 e voltou ao seu país de origem. O valor total dos golpes aplicados chega a aproximadamente R$ 200 mil. Até o momento, a especializada recebeu denúncias de oito pessoas que foram vítimas dos golpes, entre elas estão médico, advogado, juiz, bancário.

O delegado explica que o estelionatário se deslocava até os condomínios, abordava pessoas que têm casas em construção, oferecia os produtos e a instalação deles. Após a assinatura do contrato, o português não finalizava o trabalho. “Ele começou o serviço, fez 10% ou 20% e depois ocorreu um tempo de pausa para que os cheques das vítimas fossem compensados. Em outros casos, o investigado não iniciou as instalações, porque parte das vítimas estavam edificando suas casas ainda, mas já tinham feito o contrato com ele”, pontua.

A Polícia Civil suspeita que mais pessoas tenham sido vítimas do estelionatário português, que costumava atuar em condomínios de luxo de Goiânia como Alphaville, Portal do Sol, Aldeia do Vale, Jardins Verona, Jardins Mônaco, Residencial Parque Jaó. Nuno já tem outras passagens. Ele estava no Brasil desde 2008.

Anderson informa que a prisão preventiva do português já foi solicitada. “Se ele voltar ao Brasil, pode ser preso em qualquer lugar do País. Nós pedimos também ao juiz para que fosse feita a inclusão do nome do investigado na Difusão Vermelha Internacional, que abrange 190 países. Ele está na comunidade europeia, que é signatária desse tratado, e quando circular por lá será detido”, diz.

O delegado conta ainda que a polícia está procurando por mais vítimas do português. Ele tinha uma empresa que funcionava, na Vila Brasília, com o nome de “Euro Alumínios” e suas atividades foram encerradas. “As pessoas que foram vitimas do investigado podem procurar a Decon. Nuno responderá por estelionato continuado. Dependendo do número de pessoas que denunciaram o caso, a pena pode chegar a 10 anos”, pontua.

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