Pezão diz que estado vai lançar ofensiva para aumentar arrecadação

O governador Luiz Fernando Pezão disse na tarde desta quarta-feira que, antevendo a crise, o estado previu um orçamento real, com perspectiva de redução de arrecadação de cerca de R$ 3 bilhões em 2016. Na tarde de terça-feira, a Assembleia Legislativa do Rio de (Alerj) aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano com estimativa de queda de receitas de ICMS e royalties do petróleo. Na terça-feira, o governador afirmou que as medidas adotadas para o reequilíbrio financeiro do estado já proporcionaram a recuperação de R$ 8,5 bilhões de um total de R$ 13,5 bilhões de perdas estimadas.

— A gente está fazendo um orçamento real, não vou superestimar uma receita que a gente que está difícil de ocorrer. Vou lutar muito para ampliar e repor estes R$ 3 bilhões. Quando mandamos o orçamento no ano de 2014, mandamos com o preço do barril do petróleo a U$115 e mês passado chegamos a receber repasses da participação especial com o preço do barril do petróleo a U$ 42. Isso traz um desequilíbrio imenso. Então colocamos um preços do barril do petróleo e uma cotação do dólar nos baseado no que a ANP nos informou. A gente vai perder como já perdemos este ano. No royalties de petróleo e na atividade de petróleo, perdemos quase U$ 8,5 bilhões, fora outros U$ 5 bilhões pela queda de receita, que a gente já veio com a queda de 2014 — afirmou Pezão, que participou de encontro com empresários brasileiros franceses na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Para enfrentar a tormenta, explica Pezão, o estado vai cortas gastos e lançar uma investida para aumentar a arrecadação.

— É uma projeção realista. Nós já nos adequamos também no custeio. Reduzimos forte e voltamos ao custeio de 2012. O estado não tem cheque especial. É um muito melhor fazer uma projeção realista e trabalhar para arrecadar mais. E já estamos trabalhando: estamos informatizando cada vez mais a secretaria de fazenda, modernizando ela toda, vamos criar uma premiação para os contribuintes.Vamos fazer uma política agressiva para melhorar nossa receita — afirmou Pezão.

O Encontro Empresarial Brasil-França, também organizado pelo Movimento das Empresas Francesas (MEDEF), contou com a presença do cônsul da França no Rio de Janeiro, Brice Roquefeuil, do presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e do vice-presidente do MEDEF Internacional, Gérard Wolf. Também estiveram presentes executivos de empresas das áreas de transporte, energia, farmacêutica, tecnologia, finanças e comércio varejista, entre outras.

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