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Santas Casas do Brasil devem R$ 17 bilhões

Representantes de instituições cobram maior aporte do SUS para que possam sobreviver frente à crise financeira das unidades

diario da manha
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Diante da remuneração altamente deficitária repassada às Santas Casas de Misericórida de acordo com a tabela do SUS, a Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas de Goiás (Femigo), promoveu ontem reunião com representantes de instituições goianas para oficializar a participação de Goiás no movimento nacional “Acesso à Saúde: meu direito e dever do estado”.

O presidente da Confederação Brasileira das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (CMB), Edson Rogatti, presente ao evento, explicou que a baixa remuneração do SUS aos hospitais e a todos os que prestam serviços obriga as entidades a usarem os recursos de doação, subvenções dos Estados e municípios, da prestação de serviços a convênios e até de atendimentos particulares, e ainda assim, muitas vezes, são obrigadas a buscar financiamentos junto a bancos. “Queremos a atualização da tabela para cobrir os custos dos hospitais”, pontuou.

José Roldão Gonçalves, presidente da Femigo, esclarece que o endividamento das cerca de 2100 Santas Casas chega a R$ 17 bilhões, no País. Em Goiás, o valor das dívidas é em torno de R$ 200 milhões. Além de salientar que praticamente 90% dos recursos para as entidades são provenientes do SUS.

De acordo com o diretor geral da CMB, José Luiz Spigolon, é importante conscientizar a população para a gravidade dos problemas enfrentados pela Saúde Pública hoje. “O movimento visa a conscientização da população para o que está acontecendo, sem ter que cancelar os atendimento, mas trazendo à discussão os graves problemas”, salienta. Spigolon exemplifica ainda que o custo de cada paciente representa R$ 60 de cada R$ 100 repassados, mas que há Estados em que não se chega a 50% do valor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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