Três agentes da Seop são presos suspeitos de extorquir barraqueiros na orla de Copacabana

Eles e um quarto homem são investigados pelo Ministério Público do Rio

RIO – Três fiscais da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) foram presos, na manhã desta quinta-feira, por policiais civis da Delegacia Fazendária (Delfaz). Os homens, que foram detidos em casa, são investigados pelo Ministério Público (MPRJ), suspeitos de exigir dinheiro de barraqueiros da orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Outro fiscal, que ainda não foi plenamente identificado, já está sendo alvo de investigações. Segundo o MPRJ, o homem agiria com o mesmo grupo preso nesta quinta-feira.

Os agentes detidos foram identificados como Nicácio Ramos Tatagiba, de 32 anos; Remuth Oliveira Mello, de 37 anos; e Ivyson Barcelos de Castro, de 39 anos. O trio é investigado pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

De acordo com a investigação, instaurada pelo promotor Rubem Vianna, coordenador da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal, os três fiscais cobravam propina de vendedores ambulantes e barraqueiros para que os mesmos pudessem atuar nas praias da Zona Sul do Rio. Alguns deles, inclusive, possuem autorização cassada e publicada em Diário Oficial.

Também foram obtidos a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos acusados, bem como mandados de busca e apreensão em suas residências e na sede da Coordenação de Controle Urbano (CCU), os quais também foram cumpridos nesta manhã.

Segundo o Secretário municipal de Ordem Pública, Leandro Matieli, dois dos três agentes de controle urbano já estavam afastados dos serviços externos desde o dia 13 de maio, devido às denúncias de extorsão. De acordo com o secretário, a prefeitura já havia aberto um inquérito administrativo para apurar o caso. Se ficarem comprovadas as acusações, todos serão demitidos.

— Em 13 de maio, depois de assistir a uma reportagem denunciando o caso em Copacabana, afastamos os servidores das ruas, e eles passaram a fazer serviços internos. No dia 15, a Secretaria de Administração, a pedido da Seop, abriu um inquérito administrativo para apurar as denúncias — disse Leando Matieli.

Segundo o secretário, Remuth e Ivyson já respondiam a um inquérito administrativo. Já contra Nicácio, não havia nenhum processo. Ainda de acordo com a Seop, um quarto agente, identificado pela Seop como Marcos Rodrigues de Lima, também foi denunciado e deve ser demitido nos próximos dias. Ele ainda não foi detido.

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