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Adolescente é encontrado morto cinco dias após ação de polícia em morro carioca

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

O corpo do adolescente Clayton da Silva Modesto, 17 anos, foi encontrado hoje (26) no Morro da Babilônia-Chapéu Mangueira, Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Ele estava desaparecido desde a sexta-feira (21), após um tiroteio.

A ativista do movimento Mães Vítimas de Violência, Deize Carvalho, que foi procurada pela família do rapaz após seu desaparecimento, informou que Clayton foi visto sendo levado por policias da  Unidade de Polícia Pacificadora no local (UPP) por moradores. Após o desaparecimento, os familiares foram informados que o corpo estaria na mata ao lado da comunidade. Deize estava no local no momento em que identificaram o corpo, nesta tarde.

“A tia o reconheceu por causa da tatuagem e da roupa, que era a mesma que ele usava no dia. Chegamos ao corpo graças à ajuda dos moradores que foram muito corajosos e enviaram informações por meio de mensagens na internet, pois a família fez uma campanha nas redes sociais para saber do paradeiro dele”, contou ela. “Infelizmente, o pior aconteceu. O clima está muito tenso na comunidade. Os moradores estão com muito medo”.

Clayton era morador da Comunidade Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, zona sul, e estava de visita na casa da tia, que mora no Babilônia.A tia relatou que ele estava comendo em um estabelecimento na comunidade, quando começou o tiroteio. Na ocasião, a assessoria da UPP informou que havia ocorrido um confronto na parte alta da comunidade na noite da última sexta-feira e, na ação, um suspeito tinha sido baleado e socorrido pelos policiais para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, sendo preso em seguida.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que está acompanhando as investigações da Polícia Civil, e que a 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) está apurando a denúncia. Clayton teria sido abordado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Babilônia / Chapéu Mangueira. A Divisão de Homicídios (DH), da Polícia Civil, está investigando o caso.

Editor Maria Claudia

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