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Estudo conclui que Jesus Cristo era casado

diario da manha

Beto Silva

Falar em Jesus é ao mesmo tempo algo maravilhoso, mas extremamente complexo e polêmico. Separar o Jesus histórico do religioso é quase impossível. Se muitos incrédulos preferem não acreditar o que Ele foi capaz,  pouquíssimos negam sua existência histórica. Suas pegadas foram mapeadas e consideradas reais pelos maiores historiadores, inclusive especialistas em Império Romano.

A questão é o debate em torno de sua imagem e comportamento. Pesquisadores das universidades mais destacadas dos Estados Unidos – Harvard, Columbia e MIT (Massachussetts Institute of Technology) – insistem em discutir a fidelidade do papiro descoberto em 2012, em que existem referências explícitas  a uma esposa de Jesus Cristo.

O Jornal do Vaticano chegou a alegar que o papiro “era falso, tinha gramática pobre e origem incerta”. Escrito na língua copta, idioma que deixou de existir no século 17, o texto é batizado de “Evangelho da Esposa de Jesus”.

Conforme os pesquisadores, o texto diz: “Jesus disse-lhes: ‘Minha esposa…’” . Existe ainda tratamento de que “ela poderá ser minha discípula mulher”.

O teólogo e professor João Maria de Souza diz ao Diário da Manhã que o texto permanece polêmico, mesmo se atestando no futuro que seja de determinada época e irrefutavelmente verdadeiro. “O artigo publicado na Harvard Theological Review  mostra os dois lados. Tem outro texto que diz que o documento é falso”, diz João Maria.  Conforme os estudiosos de Harvard, o documento foi escrito dentre os séculos 6 e 9 d.C: “A composição química do papiro e os padrões de oxidação são consistentes com outros papiros antigos, ao comparar o fragmento do Evangelho da Esposa de Jesus com o Evangelho de João”.

João Maria de Souza, que já esteve em Israel e Vaticano para pesquisar a vida de Cristo, acredita que a estudiosa norte-americana Karen King deverá “forçar a crermos que esta mulher se trata de Maria Madalena”.

O teólogo não duvida, entretanto, que o assunto esteja encerrado, por mais que o egiptologista Leo Depudydt, da Brown University, aponte “erros grosseiros, como os gramaticais do copta”. Para ele, a atitude de negritar as palavras “minha esposa” já seriam suficientes para demonstrar que se trata de uma “armação”.

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