Cotidiano

Governo canadense pede repatriação de jornalista preso no Egito

Da Agência Brasil*

O Canadá exigiu hoje (29) a libertação “imediata e sem condições” de Mohamed Fahmy, repórter canadense da emissora de televisão Al-Jazeera, do Qatar. Fahmy e outros dois jornalistas da emissora -–o australiano Peter Greste e o egípcio Baher Mohamed  – foram condenados a uma pena de três anos de prisão pela Justiça do  Egito por divulgarem “informações falsas” e por trabalharem no país em 2013 sem ter autorização para a atividade.

Na decisão proferida neste sábado, a Justiça egípcia afirmou que os três não são jornalistas, por não terem sido encontrados seus registros profissionais, e os acusou de apoiar, em seus textos, a Irmandade Muçulmana do ex-presidente egípcio Mohamed Morsi, destituído e preso em 2013.

“O governo do Canadá continua pedindo ao governo egípcio para usar todos os meios à sua disposição para resolver o caso de Fahmy e permitir seu regresso imediato ao Canadá”, disse a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros canadense, Lynne Yelich. Em comunicado, Lynne Yelich destacou que o governo canadense está discutindo o assunto com altos representantes egípcios e que os contatos em torno de uma negociação serão mantidos.

Em janeiro, o então ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, John Baird, tentou a repatriação de Mohamed Fahmy mas, semanas depois, renunciou ao cargo. Os serviços consulares mantém a assistência ao jornalista canadense para garantir que ele seja tratado “da mesma maneira que qualquer outro cidadão estrangeiro”, destacou a nota.

Mohamed Fahmy e Baher Mohamed foram detidos hoje depois da leitura do veredito. O australiano Peter Greste não participou do julgamento porque o governo australiano conseguiu sua repatriação em fevereiro. Em Sidney, Greste classificou a sentença de  “escandalosa” e afirmou que não há provas contra os três. “Vamos continuar a lutar”, afirmou.

A defesa de Mohamed Fahmy informou que vai tentar se reunir com autoridades do governo egípcio para tentar um indulto presidencial e a deportação do jornalista. Segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas, pelo menos 18 profissionais de imprensa estão detidos no Egito.

*Com informações da Agência Lusa

Editor Nádia Franco

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