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Paratletas inauguram quadra do Parque Olímpico, no Rio

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

Na contagem regressiva de um ano para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, atletas da seleção brasileira de goalball, que conquistaram ouro no Jogos Panamericanos de Toronto 2015, inauguraram na manhã de hoje (8) a quadra da Arena do Futuro, que abrigará as competições de handebol, durante as Olimpíadas, e de goalball, nas Paralimpíadas. O ginásio é uma das instalações do Parque Olímpico, Jacarepaguá, na zona oeste, onde acontecem as provas de 16 modalidades olímpicas e nove paralímpicas.

Na modalidade goalball, dois times com três atletas cada – com deficiência visual total ou parcial – lançam bolas com guizos para potencializarem o barulho, um contra o outro, alternadamente, com o objetivo de marcar gols. O atleta Leandro Moreno elogiou a quadra e se disse ansioso por estreá-la oficialmente em 2016. “Estamos acostumados a jogar em outros países. Não vejo a hora de ouvir a torcida cantando na nossa língua”, disse ele. “Dentro de casa a responsabilidade aumenta, o povo cobra e incentiva bastante. Vai dar frio na barriga, mas vamos jogar para ganhar”.

Com capacidade para 12 mil pessoas, a arena deve estar concluída, dentro do prazo, até dezembro, segundo o prefeito Eduardo Paes que participou de uma partida simbólica com os atletas. Ele destacou que após os Jogos, o local será desmontado e transformado em quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos.

“Aqui introduzimos um conceito novo que é o da arquitetura nômade. Em vez de se transformar em um elefante branco, a maior parte do material que está aqui servirá para construir quatro escolas municipais. Por isso, a chamamos de arena do futuro”.

Para o presidente de Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Philip Craven, as verdadeiras mudanças na cidade no âmbito da acessibilidade ocorrerão depois dos jogos.

“Esse será o real legado das Paralimpíadas. O Rio sofrerá primeiro uma mudança de mentalidade influenciada pela alegria dos jogos e dos para-atletas”, declarou Craven, que é cadeirante. Ele citou Barcelona, na Espanha, como exemplo de como o Jogos Paralímpicos podem contribuir para tornar uma cidade mais acessível às pessoas com deficiência.

“Voltei à Barcelona em 2002, dez anos depois dos jogos, e foi incrível estar de cadeiras de rodas lá. Simplesmente, podia me locomover por toda a cidade. Quando a acessibilidade é completa nem percebemos”.

Editor Denise Griesinger

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