Cotidiano

Saúde lança campanha de atenção às mulheres lésbicas e bissexuais

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou hoje (2) campanha com foco na saúde das mulheres lésbicas e bissexuais. A mobilização, de caráter informativo, tem por objetivo acabar com o atendimento ginecológico baseado no pressuposto  de que todas as mulheres são heterossexuais ou precisam de atenção ligada à reprodução.

Segundo o Ministério da Saúde, entre os desafios do atendimento estão a crença equivocada de que as mulheres lésbicas não têm risco de desenvolver cânceres de mama e de colo de útero e a oferta de anticoncepcionais e preservativos masculinos. A campanha distribuirá cartazes e folders para informar profissionais da saúde sobre as especificidades desta população.

Além disso, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, destacou a importância de abordar o assunto na formação dos profissionais e na educação continuada de quem já trabalha no setor de saúde.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, apresenta um balanço das ações executadas até agora pela pasta (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para Chioro, há indícios de que ass lésbicas são menos acolhidas que as demais na prevenção e tratamento dos cânceres de colo de útero e de mamaArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De acordo com o ministro, o ministério tem indícios de que as mulheres lésbicas são menos acolhidas que as demais na prevenção e tratamento dos cânceres de colo de útero e de mama.”Não podemos aceitar nenhuma forma de exclusão”, afirmou Chioro.

Para a enfermeira e militante Carmem Lúcia, as mulheres lésbicas são extremamente invisíveis na sociedade.

“As pessoas pensam que todos são heterossexuais. Se você não afirma sua lesbianidade ou seu lugar diferente, não tem direitos ou cuidados específicos”, disse.

Com o slogan “Cuidar da Saúde de Todos. Faz Bem para a Saúde das Mulheres Lésbicas e Bissexuais. Faz bem para o Brasil”, a campanha é uma parceria entre o Ministério da Saúde,  Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e  Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República.

 

Editor Armando Cardoso

tags:

Comentários

Mais de Cotidiano