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Aparecida deve decretar estado de emergência por falta de água

diario da manha
Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia, com o vice-prefeito Veter Martins e o secretariado
A situação de calamidade pública em relação a falta de água começa a assustar gestores da região metropolitana de Goiânia.
Existe a suspeita de que ocorre atualmente no estado uma política de racionamento para os bairros mais distantes e pobres, além de municípios periféricos.
Condomínios fechados e bairros nobres de Goiânia não acusam falta do líquido,
Apesar da Saneago informar que o problema está concentrado na seca provocada pela falta de chuvas, nos bastidores os prefeitos dos municípios afetados começam a articular e se movimentar para a decretação de estado de emergência.
Nestas situações, previstas em lei, o gestor pode impor restrições e poderes de polícia quanto ao consumo e uso, além de tomar medidas judiciais cabíveis.
A primeira unidade administrativa a se posicionar é Aparecida de Goiânia, que reconhece a crise hídrica e diz entender a situação calamitosa dos moradores, que começaram a ter que importar água de parentes e moradores não afetados.
Segue a nota emitida pelo prefeito Gustavo Mendanha, que questiona a falta de informação por parte da Saneago:
COMUNICADO
Prefeito pode decretar situação emergência em Aparecida devido à falta d´água
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia reconhece que o Estado de Goiás vive uma das piores crises hídricas de sua história e que a escassez de água é uma realidade que incomoda a sociedade e ao poder público.  Reconhece ainda que o desabastecimento nas residências e nos órgãos públicos do município está insuportável e a falta de informação por parte da Saneago é inadmissível. 
Além do incômodo nas residências e no comércio em geral, a prefeitura enfrenta sérias dificuldades em prestar serviços de qualidade à população devido a este problema. Em vários CMEIs, as atividades estão sendo suspensas; em algumas unidades de saúde, o atendimento está comprometido, como na Maternidade Marlene Teixeira, na Vila Brasília; e vários órgãos públicos correm risco de ter que paralisar o atendimento à população. Até as refeições para os servidores da prefeitura foram suspensas por causa da falta de água.
Diante dessa realidade, e depois de uma reunião com o seu secretariado nesta quarta-feira (25), o prefeito Gustavo Mendanha estuda a possibilidade de decretar situação de emergência no município por conta da crise hídrica e do racionamento velado na distribuição de água potável na cidade.
O prefeito determinou em caráter de urgência que os secretários façam levantamento sobre as dificuldades de cada Pasta e, por meio de circular, tem orientado os servidores sobre o uso racional da água nas unidades da prefeitura.
Na reunião com seus secretários, a gerência da Saneago em Aparecida foi chamada a explicar o problema do desabastecimento na cidade. Diante do quadro gravíssimo exposto na reunião, o prefeito Gustavo Mendanha se dirigiu à sede da estatal, em Goiânia, no mesmo dia, quando cobrou medidas imediatas para sanar o problema em Aparecida.
Em conversa com o diretor de Produção da Saneago, Marco Túlio de Moura Faria, ficou acertado que a estatal vai informar com antecedência onde e quando faltará água, além de orientar a população sobre o uso racional do produto para evitar desperdício. 
A Saneago disponibilizou cinco caminhões pipas e a prefeitura colocou mais oito veículos para fazer a captação nos poços da estatal em Aparecida e distribuição de água potável nos órgãos públicos, como escolas, CMEIs e unidades de saúde para garantir o atendimento à população.
Quanto ao Ribeirão Lajes, com nascente em Aparecida e que abastece parte da cidade, o prefeito determinou à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) rigorosa fiscalização para impedir a captação irregular de água e a preservação daquele manancial.
Por fim, o prefeito cobrou urgência da Saneago na construção do chamado “Linhão” do Sistema Produtor Mauro Borges – inaugurado recentemente -, única forma de resolver definitivamente o problema em Aparecida.
A prefeitura reconhece que essas medidas não resolvem de imediato o drama vivido pelas pessoas em suas residências que, com o forte calor e escassez do produto, tendem a consumir mais água. Mas cumpre seu papel de tentar amenizar o problema e cobrar das autoridades competentes a solução definitiva para o desabastecimento de água no município.
Aparecida de Goiânia, 26 de setembro de 2017.
Gustavo Mendanha
Prefeito

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