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Homem negro é expulso do show da banda Coldplay e chamado de "neguinho de merda"

diario da manha

Durante o show da banda de rock alternativo Coldplay, na última terça-feira (07), Gabriel dos Santos Silva foi agredido por policiais e posteriormente expulso do local. O homem negro, tem 27 anos e alega ter sofrido racismo, uma vez que ele foi a única pessoa obrigada a abandonar a apresentação, sem nenhum motivo plausível.

Gabriel estava no show com seus amigos, quando algumas pessoas que estavam incomodadas pediram para que ele e os outros se sentassem. Após a discussão, os policiais abordaram o rapaz e o convidaram a se retirar.

Em publicação nas redes sociais, a advogada de Gabriel, Helena Vasconcellos contou que duas meninas brancas haviam reclamado de que ele estava na frente delas. Essa situação teria terminado na expulsão do jovem do local.

Foto: Reprodução Facebook

Como o jovem negro se recusou a sair do local, já que havia pago o ingresso como todas as outras pessoas, ele foi algemado e levado a um posto policial de atendimento da PM.

Gabriel afirma que foi agredido no local e por isso ficou com lesões nos punhos, braços e na perna direita, além de sua bermuda ter sido rasgada. Além de ter sido chamado de “neguinho de merda”.

A polícia afirma que o rasgo na bermuda aconteceu porque “acabou enroscando em algo e rasgando”. No boletim de ocorrência está registrado que os PMs fizeram “uso moderado de força para contê-lo”.

O jovem foi levado a 1ª Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), segundo o boletim de ocorrência, ele estava “extremamente agressivo”. Como resultado, ele teve de responder a um termo circunstanciado de ocorrência por desacato à autoridade.

Gabriel junto de sua advogada abriram BO contra o Delegado na Corregedoria da Polícia Civil e também contra os PMs que o abordaram.

As imagens das câmeras de segurança já foram solicitadas e Gabriel aguarda que elas sejam divulgadas para se pronunciar sobre o caso.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo relatou que o episódio estava sendo apurado pela PM. “As corregedorias das polícias Civil e Militar instauraram procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do fato.”

As informações são do site Vice.

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