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Beleza pós-gestação

diario da manha
Após o terceiro mês de gestação, o médico pode liberar alguns procedimentos para aliviar as mudanças hormonais e físicas do corpo, como as estrias na barriga

Segundo estudo realiza­do pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de mulheres que se tornam mãe entre 30 e 39 anos passou de 22,5% para 30,8% nos últimos dez anos. Tais dados re­fletem diretamente no núme­ro de mulheres com mais de 35 anos que buscam plásticas pós­-gravidez nos consultórios. A gestante, principalmente de­pois dos 30 pode enfrentar ga­nho de peso, dores, estrias, acne e flacidez da pele, e na maioria dos casos a fisioterapia pode evitar tais transtornos, tanto an­tes como depois do parto.

“O ganho de peso normal numa mulher durante a gestação não ultrapassa de 8 a 10 Kg, mas nem sempre é isso que aconte­ce”, explica o cirurgião plástico e preceptor do Serviço de Residên­cia Médica em Cirurgia Plástica do Hospital Alberto Rassi (HGG), Fernando de Nápole. “Durante o processo de recuperação da si­lhueta a expectativa de perda de peso é para o mais breve pos­sível, mas na realidade ocorre em um período de 3 a 6 meses, especialmente se há amamen­tação”, pontua Fernando.

Esse processo, no entanto, pode ser um pouco mais len­to do que se espera, não sendo exatamente o “mais breve pos­sível” como se deseja. “O ideal é que as mulheres mante­nham os exercícios físi­cos que faziam antes de engravidar. Ope­rar antes do pe­ríodo de doze meses poderá acarretar fla­cidez preco­ce, excesso de pele residual no abdome e nas mamas, assim como contaminação da cirurgia pelo leite materno”, afirma o especialis­ta. Tal recomendação é bastante importante, tendo em vista que quase todas as pa­cientes se apressam e querem buscar logo a cirurgia plástica.

O fortalecimento da muscu­latura do abdômen neste pe­ríodo é fundamental para que se evite a dilatação exagerada da barriga após a gestação, que se dá pela abertura do músculo reto abdominal. Depois desse período, a mulher pode fazer as cirurgias, e as mais procuradas são aquelas focadas na região abdominal e das mamas, como lipoaspiração, abdominoplastia e mastopexia. “O abdômen é ha­bitualmente reparado median­te retirada do excesso de pele e amarradura do músculo reto abdominal. Já das mamas é re­tirado o excesso de pele com ou sem colocação de implante ma­mário”, explica o médico.

Caso a paciente venha engra­vidar após as plásticas, o bebê se desenvolverá normalmente, po­rém pode ocorrer nova queda das mamas e excesso de pele e apare­cimento de estrias na pele do ab­dômen que foi esticado. “As ma­mas podem ou não produzir leite e que vai depender da técnica ci­rúrgica que foi utilizada na sua reparação. Por isso esses proce­dimentos devem ser feitos pre­ferencialmente nas mulheres que não mais desejam engravidar”, fi­naliza o cirurgião.

FISIOTERAPIA

A gestante pode enfrentar o ganho de peso, enjoos, dores, es­trias, dificuldades para dormir, bexiga descontrolada, acne e manchas, flacidez da pele e di­versos outros obstáculos que po­dem surgir ao longo do caminho. “Muitos desses desconfortos po­dem ser evitados quando se tem o acompanhamento de um fisio­terapeuta preparado para cuidar de gestantes”, afirma a fisiotera­peuta dermatofuncional da Fê­mina Day Clinic, Jéssika Campos.

Após o terceiro mês de gesta­ção, depois da fase de embriogê­nese, o médico pode liberar al­guns procedimentos para aliviar as mudanças hormonais e físicas do corpo, exceto gestantes que possuem alguma doença de base anterior à gravidez ou desenvol­vida durante a gravidez como hi­pertensão, insuficiência renal, ou trombose. Alongamentos, exercí­cios pélvicos, massagens, hidra­tação constante da pele, preven­ção de estrias e o Low Pressure Fitness (LPF), uma técnica em evidência, conhecida como “téc­nica da barriga negativa”.

“O LPF trabalha a reprogra­mação do tônus muscular de toda a musculatura profunda do abdômen, períneo e paraverte­brais, fazendo a gestão da pres­são abdominal e pélvica e um reposicionando os órgãos. Isso possibilita à paciente prevenção e tratamento da incontinência urinária e da diástase de forma segura, além da redução de me­didas da circunferência do abdô­men, o que toda mamãe quer”, afirma Jéssika. Outros procedi­mentos que podem ser realiza­dos em gestantes, sempre com li­beração médica, são limpeza de pele profunda, drenagem linfá­tica, massagem relaxante e o ta­ping, que são fitas compressoras aplicadas no pré-parto (mem­bros superiores, inferiores, lom­bar e costas) e no pós-parto (ci­catriz da cesariana para evitar hipertrofia e queloide).

O cirurgião Fernando de  Nápole afirma que deve existir uma espera de doze meses
após o parto para a realização de qualquer procedimento cirúrgico estético(foto:reprodução)
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