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Executivo passa dois anos morando na rua e após reviravolta poupa R$30 mil

diario da manha

Vilmar Mendonça, de 59 anos, morou por cerca de 2 anos na rua. Ele ficava próximo as áreas externas e nas dependências do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ele foi parar na rua depois ter seu cartão assaltado e posteriormente ter sido demitido.

Tudo começou em 2013, quando ele foi assaltado. Realizaram cerca de 24 compras em seu cartão e mais alguns saques que resultaram num rombo de R$9 mil.

Em 2015 o dinheiro que ele tinha de reserva acabou. Ele então começou a verificar um local aonde poderia ficar. “Comecei a verificar um local adequado, inclusive cheguei a passar uma noite no aeroporto, mesmo ainda morando num hostel.”

Ele estava preocupado com a segurança. Preferiu não se juntar aos moradores de rua, para evitar se envolver com bebidas alcoólicas ou drogas.

Ele então começou a viver nas proximidades do aeroporto. Logo cedo ele ia ao banheiro do aeroporto e se higienizava, os banhos eram improvisados próximo a praia. Vilmar usava garrafas de água e sabonete.

Depois de higienizado, ele voltava para o aeroporto e ficava até as 8hs por conta de enviar currículos. Cumprida essa tarefa, Vilmar seguia para alguma biblioteca ou livraria, aonde passava o resto do dia.

Vilmar curtia os fins de semana na praia.

A reviravolta

As coisas mudaram quando ele concedeu entrevista para uma agência de notícias francesa, que pensou ser para um emprego.

A história viralizou e logo as pessoas começaram a oferecer dinheiro, abrigo e até pedidos de casamento.

Foi assim que surgiram também as propostas de trabalho. Vilmar começou então a administrar um restaurante em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com carteira assinada, alimentação e moradia.

Permaneceu nesse trabalho por 3 meses, até que conseguiu se tornar cooperado em uma consultoria de contabilidade.

“Eu me sinto um micro empreendedor. Já administrei carteiras com 400 clientes, então vou atrás deles agora.”

Após todo esse tempo na rua, Vilmar se tornou um poupador e hoje tem uma poupança com cerca de R$30 mil. Ele planeja se aposentar no ano que vem, lançar um livro e dar palestras.

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