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73ª Expo-Goiás é instalada com novo foco

diario da manha
O governador José Eliton e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado, entraram ao lado do presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso José Jayme, e dos demais convidados(FOTO:DIVULGAÇÃO)

A 73ª Exposição Agrope­cuária de Goiás foi aberta oficialmente, ontem pela manhã, com o estabelecimento de um novo foco e tamanho. A mos­tra sofre redução de tempo, e ao in­vés de enfatizar os shows artísticos, fica mais voltada para a difusão de tecnologia de ponta e genética, de gestão, de negócios através de ven­das diretas e de leilões. A promo­ção cultural e das tradições goianas está mais presente. O anúncio de abertura da feira já contou com a execução de músicas eruditas pela Orquestra Sinfônica de Goiás e do Grupo de Danças Basileu França. E o horário foi britânico, ou seja, nenhum minuto de atraso.

Às 10 horas em ponto, teve iní­cio a solenidade com a entrada das autoridades ao Tatersal 3, no interior do Parque Agropecuário. O padre Wellington fez a precedo Pai Nosso, seguido do público pre­sente. O governador José Eliton e o prefeito de Goiânia, Iris Rezen­de Machado, entraram ao lado do presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tas­so José Jayme, e dos demais con­vidados. O mestre de cerimônia seguiu o ritual, convidando os Dra­gões da Cavalaria a entrarem com os pavilhões do Brasil, de Goiás e da SGPA. Sob a batuta do maestro Andrei Batista, a Orquestra Sinfôni­ca Jovem executou o Hino Nacional e músicas eruditas, com tradução simultânea para surdos.

Além do governador e do pre­feito de Goiânia, estavam presen­tes os ex-governadores Irapuan Costa Júnior e Maguito Vilela, a senadora Lúcia Vânia, o deputa­do federal Roberto Balestra, pre­sidente da Comissão de Agricul­tura da Câmara dos Deputados, o deputado Helio de Sousa, repre­sentando a Assembleia Legislativa; Flávio Lima, superintendente esta­dual da Agricultura; Maurício Ve­loso, vice-presidente da Faeg; Al­fredo Luiz Correia, presidente do Fundepec; presidente da Agrode­fesa, José Manoel Caixeta; repre­sentantes do Judiciário e embaixa­das, entre outros segmentos.

LEMBRANDO O PAI

Ao abrir a 73ª Expo-Goiás, o presidente da SGPA, Tasso Jayme, agradeceu a presença das autori­dades, entre elas representações diplomáticas de vários países, o apoio dos governos federal, goia­no e do município, e de empresas. E fez fluir o seu saudosismo das pri­meiras exposições em Goiânia. Seu casamento se deu em decorrência de um encontro numa das barracas dos Estados. Lembrou de seu pai, Olímpio Jayme, um dos estimula­dores da atividade agropecuária e das feiras de gado. “Meu pai se or­gulharia”, observou, demonstrando se sentir honrado em chegar à po­sição de presidente da SGPA, uma entidade voltada para o fomento agropecuário no Estado.

“Meu sentimento é de orgulho, de cumprimento de uma missão e de dedicação aos meus compa­nheiros”, acrescentou numa alusão aos pecuaristas e demais compo­nentes da diretoria e dos núcleos coligados. Em seguida teceu con­siderações sobre a participação da agropecuária na evolução do Pro­duto Interno Bruto (PIB) e do con­trole da inflação, que contribui para melhor alimentação do brasileiro.

Agradeceu o apoio do governo do Estado e da Prefeitura de Goiâ­nia para o êxito da festa da Pecuá­ria. Nominou, entre eles, a presença da Polícia Militar, Polícia Civil, Cor­po de Bombeiros, que contribuem com a segurança das pessoas e do Parque. Seu agradecimento foi ex­tensivo ainda à Comurg, SMT, im­prensa, Faeg, Sebrae,Senar, AGCZ e demais núcleos.

GADO CURRALEIRO

O prefeito de Goiânia, Iris Re­zende Machado, também foi sau­dosista ao lembrar como garoto das primeiras exposições locais. A cidade aos nove anos de funda­ção já realizava a sua primeira ex­posição. “Menino, ainda, notava o gado curraleiro, cujo abate se dava aos cinco ou seis anos. As boiadas saíam do interior de Goiás em es­tradas de chão para os mercados de São Paulo, onde eram abatidas”. Lembrou Iris que na época não ha­via fertilizante para adubar os plan­tios de arroz, milho e feijão.

“Hoje, o Estado tornou-se uma potência agropecuária, o que se atribui à pesquisa e respectivo uso de tecnologias”, exaltou, atri­buindo os méritos aos pesquisa­dores da Embrapa, da Embrater e da Emater. As variedades de se­mentes asseguram maior precoci­dade e segurança às lavouras. Iris ressaltou a importância da cadeia do agronegócio na geração e ma­nutenção de empregos.

O governador José Eliton, tam­bém, fez referências ao desenvolvi­mento da agricultura e da pecuária em decorrência da evolução cien­tífica, com o uso crescente da tec­nologia, e da evolução genética do rebanho, sanidade animal, en­tre outros aspectos correlatos. Se­gundo ele, um grão de milho me­lhorado há uma explosão na safra, inclusive com a ocupação de me­nor espaço. José Eliton garantiu que em seu governo, continuida­de de Marconi Perillo, a pesquisa tem merecido maior volume de re­cursos. A Emater é um exemplo em sua unidade no Campus 2.

 

 Nelore: mais de 500 animais presentes

A 73ª Exposição Agropecuária de Goiás, válida para o Ranking Nacional Nelore da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), e para o Ranking Estadual da Associação Goiana do Nelore (AGN), acontecerá entre 18 e 27 de maio, no Parque de Exposições de Goiânia, e receberá animais de excelente genética da raça. A orga­nização da exposição é da Socieda­de Goiana de Pecuária e Agricul­tura (SGPA) com o apoio da AGN.

Dentre todas as raças parti­cipantes, a Nelore será a atração principal na exposição, marcan­do presença com cerca de 500 ani­mais em julgamento entre os dias 19 e 24 de maio. Cerca de 30 expo­sitores de vários estados levarão seus animais para Goiânia. Hora­cio Alves Ferreira Neto, Célio Aran­tes Heim e Luis Renato Tiveron se­rão os jurados responsáveis pela avaliação dos animais em pista.

“Para a AGN, é de suma impor­tância a presença da raça Nelore na 73ª Exposição Agropecuária de Goiás. Afinal, a raça representa cer­ca de 80% do rebanho bovino brasi­leiro. É uma oportunidade fantásti­ca para apresentar aos pecuaristas goianos e de todo o país a evolução do Nelore. A parceria entre a Nelo­re Goiás e a ACNB é um importan­te canal de fomento da raça”, destaca Eurico Velasco, presidente da AGN.

PREMIAÇÃO

No dia 21, a Nelore Goiás pre­miará com troféus os principais destaques do Ranking Goiano do Nelore 2016/2017.

“Goiás é um importante polo de criação da raça Nelore. Da re­gião saem animais de alto poten­cial genético, que se destacam nas mais diversas pistas de julgamen­tos do país. A ACNB tem como um de seus objetivos centrais contribuir para a expansão das competições da raça Nelore de norte ao sul do país. Além disso, como o maior es­tado confinador do país, Goiás vem elevando o seu status na produção de carne bovina. Esta, aliás, é a prin­cipal bandeira da ACNB: Incentivar a produção de um Nelore capaz de gerar carne de alta qualidade e ter o devido reconhecimento de mer­cado”, explica Nabih Amin El Aouar, presidente da Associação dos Cria­dores de Nelore do Brasil (ACNB).

O Estado mais uma vez está presente na 73ª Exposição Agrope­cuária de Goiás. Conta com uma barraca dispondo de estandes da Secretaria Estadual do Desenvol­vimento, da Emater, da Ceasa e da Agrodefesa. E os funcionários são prestativos nas informações de inte­resse dos produtores. A Agrodefesa, por exemplo, apresenta o seu pro­grama de saúde animal e vegetal. Ele é destinado a protegê-los con­tra doenças e pragas, garantindo a qualidade dos produtos aos consu­midores. Observa inclusive que atua junto aos eventos como exposições, feiras e leilões, para evitar o comér­cio de animais doentes. Podem ser encontradas, ainda, pingas de en­genho. E uma degustação não está fora da recepção no estande.

Num dos estandes, a Secreta­ria de Desenvolvimento (Sed) são mostrados os trabalhos do artesa­nato goiano. Eles chamam a aten­ção pela maneira simples como são feitos. E um detalhe: com as mãos. É uma obra prima e de aproveita­mento de uma matéria prima que na maioria das vezes está ao nos­so alcance. No quintal, na roça, nos campos dos Cerrados de Goiás. So­bressaem, entre essas obras, artesa­nato e decoração, tapetes, colchas, almofadas, entre outros.

Santos de madeira, tapetes teci­dos com acabamento queimado a vela, antiderrapante; animais, como tatu em isopor, folhas de banana; coruja, tucunaré, casinhas antigas de Goiás feitas de cerâmica, madei­ra morta do Cerrado é transformada em relógio, garrafas, caixas decora­das em vidro, réplicas de aves, répli­cas de tratores e carros trabalhadas do pneu, e assim uma infinidade de trabalhos a preços de banana.

O Museu Agropecuário faz histó­ria nesta época de Pecuária, sobre­tudo para as pessoas interessadas na história da atividade agropecuá­ria em Goiás. O próprio presidente da SGPA, Tasso José Jayme, ao con­vidar para a Exposição, tece consi­derações sobre a Alameda Cultura e o Museu Agropecuário. A Federa­ção da Agricultura, o Senar e o Se­brae afirmam suas presenças na mostra em Goiânia. E assinala que têm proposta de mostrar ao públi­co a atuação do sistema e remo­ver dúvidas dos visitantes. Assim, como apresentar o portfólio de cur­sos, treinamentos, produtos, pro­gramas e projetos voltados para a qualificação, capacitação e desen­volvimento da agropecuária goiana.

Essas entidades dispõem de es­paço na estrutura do Museu e pro­moverão ações no período de 18 a 27 de maio, das 9 às 18 horas. Es­tão programadas demonstrações de cursos e treinamentos, mini mode­los de estrutura de apicultura, pani­ficação, hidroponia, cachaça, rapa­dura, defumados e selaria.

INGRESSOS

Os ingressos custam R$ 20 nos dias em que não há show. Já nos dias com apresentações, a entra­da custa R$ 50 e, se o primeiro lote acabar, esse valor pode subir para R$ 60. Domingo (20), há promo­ção, pois, até as 12h, mulheres com crianças de até 10 anos não pagam. Crianças com até 12 anos também entram de graça. Já adolescentes de até 17 anos pagam meia-entrada.

Ontem, ocorreram aberturas também da Cadeia Produtiva do Boi e da Galeria dos Garanhões equinos. E entrada de animais, en­tre os quais caprinos e ovinos. Iní­cio do julgamento do Mangalar­ga Marchador. Gustavo Lima e Zé Neto e Cristiano abriram a série de shows artísticos da feira.

Hoje transcorre o julgamento do Mangalarga Marchador, além de prosseguir a entrada de caprinos e ovinos. Prevista também ação de saúde para os tratadores UTI Goiâ­nia/Hospital Amparo. Início do jul­gamento do Nelore. Show de Léo Santana e DJ Denis, às 22 horas.

Dia 20, domingo – Final do jul­gamento do Mangalarga Marcha­dor, entrada de caprinos e ovinos, julgamento do Nelore, caprinos e ovinos. Saída de animais: Man­galarga Marchador. Show infan­til: Kids Show Tour 2018 – Wood e seus amigos, às 18 horas.

 

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