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Do esquartejamento do marido ao semiaberto, Elize Matsunaga ganha a progressão de regime

diario da manha

A Justiça concedeu a progressão de regime, do fechado para o semiaberto, para Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido em 2012 já pode deixar a prisão para estudar e trabalhar. Elize passou sete anos presa no regime fechado.

A decisão judicial foi tomada em 28 de junho deste ano, e a presa também poderá ser beneficiada com a saída temporária do Dia dos Pais.

Segundo decisão da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Penais de Taubaté (140 km de SP), a boa conduta carcerária de Elize, aliada ao parecer favorável do Ministério Público sobre ela, contribuíram para que a detenta fosse beneficiada.

“Ressalto que foi realizado exame criminológico, cujo resultado afigura-se totalmente positivo para os fins pretendidos, sendo o que se pode inferir do teor do laudo técnico apresentado, através do qual a unanimidade dos integrantes da Comissão de Avaliação atestaram a aptidão da detenta para o gozo do regime intermediário de cumprimento de pena”, diz trecho do parecer da magistrada.

O crime

A vítima Marcos Matsunaga foi um dos crimes mais emblemáticos da história recente de São Paulo.

O crime ocorreu em 19 de maio de 2012, no apartamento onde o casal vivia, na Vila Leopoldina (zona oeste da capital paulista), e os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em locais distintos de Cotia (Grande São Paulo). Elize foi presa em 4 de junho.

Segundo sua defesa afirmou na ocasião do crime, ela matou Marcos após uma discussão na qual foi agredida por ele e também porque temia ficar sem a guarda da filha, em uma eventual separação do casal. A briga entre o casal teria começado porque Elize confrontou Marcos com a descoberta de uma suposta traição por parte dele.

Elize foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público Estadual por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe (vingança), recurso que dificultou defesa da vítima e meio cruel. Ela também foi indiciada por ocultação de cadáver.

Prisão de ‘famosos’

Para Tremembé são encaminhados criminosos famosos, devido à repercussão dos crimes cometidos, além de policiais e funcionários da Segurança Pública.

Suzane von Richthofen condenada a 39 anos pela morte dos pais, em 2002, cumpre pena em Tremembé.

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá também estão no complexo, após serem condenados a 31 e 26 anos de prisão, respectivamente, pela morte, em 2008, de Isabella Nardoni, 5, filha de Alexandre.

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