Cotidiano

A importância do trabalho social das igrejas durante e depois da pandemia

Milhares de pessoas foram assistidas socialmente por instituições cristãs e voluntários no período do Covid-19

diario da manha

O trabalho social de igrejas tem tido um papel relevante nas populações alcançadas dentro e fora do período de pandemia. É possível observar a ação de muitas denominações durante catástrofes naturais, acidentes, crises financeiras e comumente prestando apoio à grupos carentes.

Durante o isolamento no Covid-19 em que muitas famílias foram impactadas com a falta de recursos, milhares de instituições cristãs se mobilizaram para entrega de cestas básicas, máscaras, álcool em gel, e diversos donativos.

Pessoas em situação de rua, idosos, muitas vezes abandonados pela família, crianças, andarilhos, pessoas internadas em hospitais e populações carentes recebem apoio em diversos estados do país por meio da mobilização de tais igrejas. Além desse apoio, muitas instituições também investem e atuam na recuperação de usuários de drogas, patrocinam tratamentos médicos envolvidos no processo e apoiam familiares das vítimas.

O pastor e pedagogo Elismar Veiga, juntamente com sua esposa, cantora e pastora Sirley Santana, lideram a Agência Missionária Exodus fundada em 2016 à partir de um projeto de mobilização cristã chamado A Cabana, e que atua no Brasil em comunidades ribeirinhas e em países de língua portuguesa.

Agência Missionária Exodus

Atualmente, a agência desenvolve projetos de rua em cidades urbanas, e no interior da Amazônia em comunidades ribeirinhas, principalmente em locais bem isolados, nos quais há os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

O projeto é feito por meio de expedições em uma base missionária na região da Ilha do Marajó, com o objetivo de desenvolver projetos sociais, principalmente voltados à educação onde há um baixo índice de alfabetização.

Além da base, está sendo implantado um sítio missionário no coração da Amazônia, às margens do Rio Anapu, cerca de 20 horas de barco de Belém, Pará. O projeto do sítio é atuar com adolescentes, incentivando-os profissionalmente por meio de cursos técnicos, acompanhando-os até a graduação, oferecendo atendimento médico, odontológico, psicopedagógico e um trabalho de desenvolvimento espiritual.

Em Cabo Verde, na África, os voluntários da agência, Jacson dos Santos e Cristiana Cardoso atuam na ilha de Santo Antão, que é a região mais precária e tem o menor IDH do país. Em parceria com outra agência, desenvolvem projetos de assistência social às famílias mais carentes da capital, Porto Novo, e também da região de montanhas em Chã de Alecrim.

Além disso, a voluntária Katia Duarte, biomédica e ex-atleta de Taekwondo por Brasília, desenvolve em Cabo Verde o Taekids, um projeto voltado à ensinar o esporte para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em vulnerabilidade. Segundo Katia apesar das limitações com os materiais, os alunos são esforçados e após formar a primeira turma neste mês, outubro, o objetivo é preparar candidatos para competições.

  • Cabo Verde – África



A voluntária ainda conta que o trabalho é gratificante e que além de cada um poder compartilhar as histórias de vida, o trabalho tem desenvolvido as crianças e adolescentes que têm ansiedade, falta de concentração, coordenação, limitações psicológicas variadas e auxiliar mães na rotina cotidiana.

O projeto de mobilização A Cabana, treina e incentiva cristãos à serem relevantes socialmente, nos quais muitos deles estão ativos em projetos sociais nos seus estados. A agência já capacitou cerca de 3 mil pessoas no mundo, atuantes nos estados do Distrito Federal, Goiás, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Piauí, Pará, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Amapá, Maranhão, Paraná e também em alguns países.

  • Ilha do Marajó – Portel

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