Cultura

O homem das  200 faces

diario da manha

O DMRevista recorda hoje os três anos de morte de um dos maiores dinossauros da TV brasileira: Chico Anysio

Da Redação

Dentro dele não vivia apenas um ou dois, e sim: mais de 200 personagens. Não eram tipos, nem ligeiramente parecidos: iam da sobriedade do professor Raimundo até o ego exacerbado deAlberto Roberto. Em mais de 40 anos de carreira, Chico Anysio fez um Brasil inteiro rir de si mesmo. E lá no fundo sempre deixava aquela mensagem, meio que de soslaio: acordem.

Em frases como “E o salário ó…” e personagens como Caeyano Codô e Caio Malufus – que satirizavam, respectivamente, José Sarney e Paulo Maluf, estavam as ácidas críticas sociais, além, claro, de muito divertimento. A criatividade com que fazia isso tudo fez deste cearense de Maranguape um dos comediantes mais respeitados do País.

Por isso, é com um sorriso de boas lembranças que relembramos os três anos de sua partida. É com orgulho que dizemos: ele se foi lutando. Pouco antes de partir, aos 80 anos, ele havia voltado ao humorístico Zorra Total, e sua participação estava certa em filmes como: A Hora e a Vez, de Augusto Matraga, dirigido por Vicente Coimbra; Desde o Princípio, dirigido por Cesar Nero; Os Sonhos de um Sonhador – A História de Frank Aguiar, dirigido por Caco Milano.

Chico Anysio criou personagens, fez cinema, novela e canções até o final da vida
Chico Anysio criou personagens, fez cinema, novela e canções até o final da vida

O fim da vida de Chico Anysio não poderia ser diferente, já que ele era sempre conhecido por produzir avidamente e pela multiplicidade de talentos. Foi assim desde o começo, na rádio. Desde então não parou mais: escreveu peças teatrais, livros e poesias. Estreou na televisão em 1957, gravou LPs, dirigiu programas humorísticos, formou e lançou muitos talentos.

Sua trajetória artística começou no Rio de Janeiro, quando decidiu tentar fazer um teste para locutor de rádio. Saiu-se excepcionalmente bem no teste, ficando em segundo lugar, somente atrás de outro jovem iniciante, por coincidência, o próprio Silvio Santos.

Na TV Rio estreou em 1957 o Noite de Gala. Em 1959 estreou o programa Só Tem Tantã, que mais tarde seria chamado de Chico Total. Chico Anysio foi um dos responsáveis pela intermediação referente ao exílio. Desde 1968 esteve ligado à Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num elenco que contava com os artistas mais famosos do Brasil. Após a saída de Boni da Globo, nos anos 1990, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação.

Na Globo fez mais de 30 aparições de novela. Atuou ainda em mais de 10 filmes. No mundo das composições também atuou. São possíveis ouvir canções suas em parceria com Ary Toledo, Wilson Simonal e Wando.

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