Cultura

Uma risada que não se cala

diario da manha
Jeito tímido e infantil deram popularidade ao personagem, que atravessou gerações (Foto:Divulgação)

Hoje completam 25 anos da morte do trapalhão Zacarias. No entanto, seu jeito tímido, infantil, a aguda risada continua popular e ultrapassa gerações

Da Redação.

Sua simples risada tinha o impacto da mais arrebatadora piada. O jeito inocente, de criança mesmo, foi, por muitas vezes, o trunfo de um dos quartetos de humor mais famosos do Brasil, Os Trapalhões. Sim, estamos falando de Mauro Faccio Gonçalves, ou simplesmente Zacarias. Seu riso se calou há exatamente 25 anos. No entanto, esta figura cativante ainda está carimbada como um dos dinossauros do humor tupiniquim.

Da trupe de comediantes, composta ainda por Didi Mocó (Renato Aragão), Dedé Santana e Mussum, era o mais infantil e caricato. Assim, era possível se perder em gargalhadas ao ver simples cenas, a exemplo das que lhe roubavam a peruca (Mauro era calvo) e o personagem saía desesperado em lamúrias e caretas hilariantes.

Mauro sempre dizia que “Zacarias” era o nome de um galo que ele tinha na infância, e desde pequeno o chamavam assim. Por isso sempre levou consigo a infância junto com a família humilde, de 11 irmãos, na cidade Sete Lagoas, interior de Minas Gerais.

Antes de se tornar famoso, ele foi vendedor de sapatos e trabalhou em uma fábrica de café, onde seu pai era empregado. A carreira artística começou na Rádio Cultura de Sete Lagoas, em 1955. Lá estrelava o programa humorístico Em Babozal era Assim.

No ano seguinte formou-se técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio de Sete Lagoas. Por meio do humor, logo tornou-se conhecido pela habilidade de trocar de vozes, pois criava vários tipos completamente diferentes. Outro ponto forte eram suas imitações de animais.

Em 1957 ele se mudou para Belo Horizonte, onde tentou estudar Arquitetura, trabalhando ao mesmo tempo como bancário. Porém, dificuldades financeiras o impediram de iniciar o curso. Na capital mineira, Mauro trabalhou na Rádio Inconfidência, fazendo três programas. O que mais o marcou como comediante foi Arte Final.

Logo veio o reconhecimento: foi considerado o melhor comediante do rádio de 1960 a 1963. Ainda em Belo Horizonte fez sua estreia na televisão, na TV Itacolomi, no programa Tribunal de Calouros.

Em 1963 recebeu uma proposta para trabalhar na TV Excelsior do Rio de Janeiro, a convite de Wilton Franco. Apesar da timidez – que inicialmente o impedia de trabalhar na televisão –, Mauro estreou em um programa de calouros, onde criou cinco personagens, incluindo o Garçom Moranguinho, fazendo grande sucesso inspirado num garçom da terra natal dele. Mais tarde, foi para a Rede Record para fazer parte do elenco de A Praça da Alegria e Os Insociáveis.

Sua participação no programa fez com que Renato Aragão o convidasse para ser efetivado no grupo de Os Trapalhões. Com a trupe entrou para o Livro Guinnes de Recordes Mundiais, como o programa humorístico de maior duração da televisão. Teve 30 anos de exibição. E com os comediantes estrelou mais de 20 filmes.

 

Dia sem graça

Mauro foi o último a integrar o grupo. E também o primeiro a deixá-lo, em dezembro de 1989. No dia 10 de março de 1990, Zacarias morreu, vítima de embolia pulmonar. Em entrevista, Renato Aragão contou que o impacto da morte do companheiro por pouco não representou o fim do grupo. Ele conta que, uma vez decidido que eles continuariam a trabalhar como forma de homenagear a memória de Zacarias, a estrutura de Os Trapalhões precisou ser reinventada de forma a suprir a ausência do amigo.

O programa, que foi ao ar naquele ano, com direção de Wilton Franco e supervisão de criação de Chico Anysio, trouxe mudanças significativas. O humorístico passou a ser dividido em duas partes. A primeira apresentava shows musicais e esquetes de humor em que Didi, Dedé e Mussum contracenavam com vários comediantes convidados, como Jorge Lafond e Tião Macalé. A segunda parte trazia sempre uma aventura passada no Trapa Hotel.

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