Cultura

Fazendo do seu jeito

Há 17 anos morria Frank Sinatra, uma das vozes mais marcantes da história

diario da manha

Uma vida cheia de controversas, fama, alcoolismo, envolvimento com a máfia e com as entrelinhas da política americana, Frank Sinatra se tornou um dos artistas mais famosos da cultura pop. Com um estilo único, marcou presença pela voz firme e mansa que cantava os amores, as dores e a tristeza da essência humana. Marcou gerações com clássicos como Strangers in the Night, New York, New York e My Way.

Começou sua carreira na música nos anos 40’, quando foi um dos nomes mais marcantes do que ficou conhecido como Era do Swing. A Swing Era foi um período entre 1935 e 1946, quando as canções das Big bands (um grande grupo instrumental, de 15 a 25 músicos associado ao jazz) era o tipo de música mais popular dos Estados Unidos.

Francis Albert Sinatra nascido faz quase um século, era um jovem ítalo-americano pobre, que viu na arte uma forma de ascensão social. Após uma carreira extensa e completa, nos cinemas e nos palcos do mundo todo, entrou para sempre na história da cultura pop do último século. Foi casado com Nancy Barbato e posteriormente com as atrizes Ava Gardner e Mia Farrow, e com a socialite Barbara Marx, com quem terminou seus dias. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra na TV norte-americana. Teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr. e Tina Sinatra.

Com a saúde debilitada, Sinatra parou de fazer shows com 80 anos, em 1995. No dia 14 de maio de 1998, a voz de Frank Sinatra se calou, quando morreu de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia, mas algumas fontes indicam que ele possa ter morrido de tétano. Encontra-se sepultado no Desert Memorial Park, Cathedral City, no estado da Califórnia.

Um documentário lançado neste ano mostra a vida de Frank Sinatra com suas próprias palavras como parte das comemorações que irão marcar o que seria o centésimo aniversário do cantor. Composto de duas partes, Sinatra: All or nothing at all, que se concentra no show de aposentadoria de Sinatra em 1971, utiliza entrevistas antigas, fotos, filmagens de apresentações e vídeos caseiros jamais vistos. Além desse filme, foi lançado em virtude do centenário do cantor o disco Shadows In The Night, álbum de covers gravado por Bob Dylan.

Na ponta da agulha

Bonito e galante, logo quando começou a tocar em bares e pequenos teatros da periferia de Nova Iorque se tornou um ídolo das “bobby boxers” (como eram conhecidas as jovens fãs de swing). Os comentários iam surgindo e se espalhando sobre a poderosa voz de um rapaz que se apresentava com um copo de whisky, para aquecer a garganta. Não demorou muito, com os contatos de empresários do ramo musical, logo Sinatra se tornou um artista solo de sucesso sem precedentes no início e meados dos anos 1940, assinando depois com a Columbia Records, em 1943.

O primeiro disco produzido, The Voice of Frank Sinatra, foi lançado em 1946, espalhando a voz do cantor pelas vitrolas e rádios de toda a América. Sua carreira profissional estava parada no início da década de 1950, quando os contatos com algumas famílias da Cosa Nostra do leste americano conseguiram um esquema para que o jovem Frank saísse dos palcos e fosse para as telas do cinema. Ele assinou com a Capitol Records em 1953 e lançou vários álbuns com aclamação crítica: In the Wee Small Hours, Songs for Swingin’ Lovers, Come Fly with Me, Only the Lonely e Nice ‘n’ Easy.

Sinatra formou sua própria gravadora, chamada Reprise Records, em 1961 (encontrando sucesso em álbuns como Ring-a-Ding-Ding!, Sinatra at the Sands e Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim), realizou turnês internacionais, e foi um dos fundadores do Rat Pack, além de fraternizar com celebridades e homens de estado, incluindo John F. Kennedy. Sinatra completou 50 anos em 1965, gravou a retrospectiva September of My years.

Com o baixo número de vendas de suas canções e após aparecer em vários filmes mal recebidos pela crítica, Sinatra aposentou-se pela primeira vez em 1971. Dois anos depois, porém, ele voltou e em 1973 gravou vários álbuns, alcançando um “Top 40” com New York, New York, em 1980. Sem nenhum treinamento formal, Sinatra desenvolveu um estilo altamente sofisticado. Sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração, sua manipulação de frases o fez chegar bem mais longe que o usual dos cantores populares.

Fez um show histórico no Brasil, no Rio de Janeiro, em um Maracanã lotado em 26 de janeiro de 1980, quando tocou para 170 mil pessoas, entrando para o livro Guiness de Recordes. Sinatra também cantou com o brasileiro Tom Jobim. Na oportunidade, The Girl from Ipanema brindou o encontro.

Nas telas

Frank Sinatra desde quando começou a fazer cinema para se promover enquanto cantor, em um momento de baixa na carreira, nunca mais parou. Foi provavelmente o cantor que mais participou de filmes, ao longo de sua vida esteve presente em mais de 60 produções cinematográficas. Forjou uma bem-sucedida carreira como ator, vencendo um Oscar de melhor ator secundário, uma nomeação para Oscar de melhor ator por sua performance em The Man with the Golden Arm, e aclamação crítica por sua performance em The Manchurian Candidate.

Há indícios de que Mario Puzo, autor do best-seller O Poderoso Chefão, se inspirou em Sinatra para criar um personagem, Johnny Fontane, um cantor que é protegido pela Máfia, e que pede ajuda a Corleone para se livrar do contrato com o bandleader Halley. O “padrinho” manda homens para ir atrás do maestro Halley. No final, tudo se resultou a uma ameaça de morte. Em outro momento do filme, Dom Corleone manda o advogado da família para Hollywood fazer uma “proposta irrecusável” a um diretor de cinema, para que o mesmo aceite o cantor Johnny Fontane como astro de um de seus filmes. Dizem que Sinatra até chegou a ameaçar Mario Puzo por conta do personagem “familiar”.

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