Cultura

Circuito Favela Criativa mostra diversidade cultural de comunidades cariocas

Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil

Em meio às obras de revitalização da área, a zona portuária do Rio de Janeiro recebe neste fim de semana mais uma etapa do Circuito Favela Criativa. Neste sábado (29) e domingo (30), no Largo de São Francisco da Prainha, próximo à Praça Mauá, a partir das 14h,  serão oito horas por dia de shows, apresentações de dança, teatro, mostras de artes visuais e de artesanato, desfile de moda, gastronomia e outras atividades. A programação mostra a diversidade da cultura produzida nas favelas cariocas.

O circuito já passou pelas comunidades de Vila Kennedy, Rocinha, Manguinhos e Cidade de Deus e em setembro seguirá para os complexos do Alemão e da Penha, dias 5 e 6, e da Grande Tijuca, nos dias 12 e 13. A iniciativa faz parte do programa Favela Criativa, da Secretaria Estadual de Cultura, que conta com recursos de R$ 14 milhões, vindos do poder público e de parceiros privados.

O programa tem um conjunto de projetos que oferece a jovens agentes culturais formação artística e especialização em gestão cultural. Além disso, o Favela Criativa estabelece canais de diálogo entre os jovens artistas das comunidades, possíveis parceiros e patrocinadores em potencial. 

“É muito importante para o projeto chegar à zona portuária, berço da cultura africana no Rio, região onde surgiu a primeira favela [Morro da Providência] e a primeira escola de samba, a Vizinha Faladeira”, destaca Marina Vieira, que assina a direção artística do Favela Criativa junto com Ernesto Piccolo. Segundo ela, na zona portuária o projeto ganha maior visibilidade e diversidade. “Nós começamos na Vila Kennedy, basicamente com artistas da própria zona oeste e nas etapas seguintes do circuito também houve predominância de artistas locais na programação”, conta.

Resultado de três anos de planejamento, o circuito reúne 2,5 mil artistas e agentes culturais e 400 grupos de sete comunidades espalhadas por todas as regiões da cidade do Rio de Janeiro. “Nosso objetivo é mostrar que nas comunidades existe uma cena cultural efervescente, que abrange diversos gêneros artísticos, mostrando que favela não é só samba e funk”, destaca a diretora artística do evento.

Na fase de preparação do circuito, os coordenadores promoveram um mês de intercâmbio entre participantes das várias regiões da cidade. Nesses encontros, produtores, agentes culturais e artistas trocaram experiências e a interação resultou em parcerias como a dos grupos teatrais Contra Bando, do Complexo do Alemão, e Arteiros, da Cidade de Deus.

Originário do AfroReggae, em 2011, o Contra Bando ocupa desde 2013 uma sala no Centro de Referência da Juventude da estação Alemão do teleférico que liga os vários pontos do complexo. No local, o grupo oferece oficinas gratuitas de teatro para crianças e adolescentes.

Ao decidir participar do edital da Secretaria Estadual de Cultura para o Favela Criativa, a diretora do Contra Bando, Nilda Silva de Andrade, saiu em busca de parcerias. “Quando conheci os jovens do Arteiros, pude ver que, embora sejamos todos moradores de favelas, temos vivências diferentes e metodologia de trabalho também. Nesse período de intercâmbio, já fizemos uma intervenção na praça principal da Cidade de Deus, apresentando quatro esquetes”, conta Nilda, que tem planos de dar continuidade à parceria para além do Circuito.

A programação completa do Circuito na zona portuária está disponível no site do programa Favela Criativa.

Editor Luana Lourenço

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