Cultura

Pequeno Príncipe dos livros para o palco

A história de um garoto príncipe e único morador de seu pequeno planeta, que sai em busca de conhecimento pelo universo afora, do autor  Antoine de Saint-Exupéry, ganha versão em forma de musical por companhia goiana

diario da manha

 

Uma das histórias mais encantadoras de todos os tempos foi transformada em musical pela Companhia Goiana de Musicais, “O Pequeno Príncipe” do autor francês Antoine de Saint-Exupéry. Uma bela mensagem atemporal sobre a amizade e a essência da vida que maravilha crianças de 6 a 100 anos. O livro já foi traduzido em 220 línguas e espalha seu recado em vários países pelo mundo.

A Cia Goiana de Musicais se apresenta nos dias 30 (Quarta) e 31 (Quinta) de março as 20 horas, no Teatro Goiânia, com o espetáculo “PEQUENO PRÍNCIPE, O MUSICAL”. Dirigido e Coreografado por Danilo Santana, o espetáculo conta as aventuras do Principezinho que sai de seu Planeta em busca de conhecimento.

O Espetáculo conta com inúmeros cenários, figurinos deslumbrantes, e um elenco de 15 artistas que interpretam, dançam e cantam ao vivo, as letras que foram escritas por Danilo Santana, para o espetáculo. As coreografias também criadas pelo diretor, são carregadas de técnica Jazzística, Sapateado e Ballet Clássico, bem como os grandes shows feitos na Broadway.

O ator João Victor Flores, de apenas 11 anos, é quem dá vida ao protagonista Pequeno Príncipe, e desponta como destaque na nova geração de atores da cidade, atuando com excelência, dedicação e estudo das técnicas artísticas.

O pequeno ator príncipe, João Victor, diz que já conhecia a obra mesmo antes de se tornar o principezinho e que esse livro foi muito importante em sua vida. João diz os pontos em que João e o Príncipe de Exupery se identificam “A alegria, o conhecimento, cultura de outros planetas. Vontade de conhecer mais, de descobrir mais, saber o sentido da vida, o sentido da felicidade”. João também diz que vem aprimorando seu personagem “Com o tempo fui aprendendo a me tornar mais… A ser mais como ele”

João é bailarino, faz ballet, jazz e sapateado, é instrumentista, estuda inglês e francês. O diretor Danilo Santana revela “Esse espetáculo só aconteceu porquê eu conheci o João Vitor, tinha muito desejo, foi uma história que eu sempre quis fazer. Eu conheci o João e me encantei pela grandiosidade da personalidade que ele é, ele tinha uma coisa diferente que não é habitual a uma criança. Ele tem onze anos e falava pra gente sobre coisas essenciais”.  

Confira essa entrevista com o diretor e idealizador do espetáculo, Danilo Santana. Ele fala sobre o encantamento atemporal que o livro de Exupéry causa e sobre a forma como ele adaptou essa história para um musical.

Entrevista

DM Revista: A “levada” mais conquistadora do livro o Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry é a linguagem, que se trata de uma filosofia poética, vocês transmitem isso no musical?

Danilo Santana (diretor): Toda a essência do clássico escrita pelo Exupéry, a gente foi transcrevendo e adaptando pra esse teatro que tem esse formato de teatro musical, então, o espetáculo é todo carregado com a s mensagens do livro e ele não foge em nenhum momento do livro então a gente trás todas as mensagens que são essenciais e os pontos chave .

Na verdade é um clássico justamente por que ele tem uma linguagem universal, ele atravessa as gerações através dessas mensagens. Ele não é um livro pra criança, mas também não é um livro pra adulto, é uma obra pra que não é específica de nenhuma faixa etária. A gente conseguiu adaptar pra esse espetáculo o livro clássico e a gente traz essas mensagens. A gente fala do que é essencial pra vida, a importância dos amigos, as mensagens críticas sobre a nossa sociedade contemporânea. A gente fala sobre pessoas vaidosas, sobre pessoas excêntricas, pessoas “serpentes”, a gente fala sobre tudo isso. E o João, que é o nosso protagonista, faz o espetáculo através dessas mensagens, visitando os planetas tal qual o pequeno príncipe do Exupéry fez.

DM Revista: A história do princepezinho conquistou todas as idades por muitas gerações. A linguagem da peça também é assim para todas as gerações ou é uma linguagem mais voltada para o publico infantil?

Danilo Santana (diretor): O espetáculo tem um formato são feitos os espetáculos musicais da Broadway. Carregados de técnicas de dança e técnicas de música. Eu tenho no palco um elenco de 15 pessoas que revezam entre personagens fictícios e reais. E a gente tem uma linguagem que é abrangente. Então eu alcanço adultos e crianças de uma forma muito igualitária. Òbvio que tem uma visão muito diferenciada porquê as crianças se identificam pelo fato do João ser uma criança. Mas os adultos se identificam através das cenas e do intertexto. Não é um espetáculo que tem fantoches, bichinhos. A gente traz a figura da raposa, a figura da rosa, personificada, é um ator que faz a raposa, uma bailarina que faz a rosa. E eu tenho muita técnica de dança, ballet clássico, jazz, sapateado e um elenco que canta e dança, tudo ao vivo. A gente chega as pessoas de uma forma muito singular, como não é feito ainda em Goiânia. As companhias goianas ainda não tem a cultura de fazer teatro musical ao vivo.

O Pequeno Príncipe ele vai visitando os planetas de conhecendo pessoas diferentes. A cada planeta que ele passa conhece uma pessoa e trouxemos isso pra uma linguagem mais atual, então as crianças conseguem compreender, não é uma adaptação muito carregada de linguística. Inclusive meu protagonista João, que tem onze anos de idade, ele é uma criança e tem essa linguagem muito próxima das crianças e fica bem tranquilo de compreender o enredo.

DM Revista: O livro, seu enredo é extremamente atemporal, mas vocês incluiram no musical aspectos de uma sociedade mais atual?

Danilo Santana: A gente trouxe várias características, inclusive expressões atuais. Os meninos fazem brincadeiras no palco, brincadeiras com o texto que faz com que as pessoas identifiquem o momento atual em que vivemos. Expressões como “Oh, my god” que não são típicas da literatura do Exupery mas que alcançam o público. Mas é um clássico atemporal, tanto em termos de cenário, como de figurino.

DM Revista: Existe um filme, com o formato de musical da década de 70, do diretos Stanley Donen. Este filme foi a principal inspiração pra esse teatro musical?

Danilo Santana: Eu tenho uma identificação com o filme de 74, eu assistia desde criança. Mas o João por exemplo não teve contato com esse filme primariamente, o contato dele foi com o cinema. Então quando a gente resolveu fazer essa montagem a madrinha comprou o DVD do filme de 74 e ele trouxe muito do personagem do filme para o teatro. Mas a nossa base é o livro. Quem leu o livro vai perceber que nossa peça não foge da obra.

DM Revista: No livro a história é contada a partir da visão saudosista de um adulto sobre a infância. Sob a visão de quem a história é contada na peça?

Danilo Santana: A minha adaptação foi muito a partir de dois aviadores, uma mesma pessoa representada por dois atores de idades diferentes. Eu trouxe o aviador com 80 anos de idade e o mesmo aviador com 20 anos e ambos contam a história de uma forma atual e saudosista numa brincadeira de vai-e-vem. O João transita na história tendo contato com o aviador jovem e velho, como se fossem momentos atuais e lembranças.

DM Revista: Sobre a expectativa de público. Mesmo em tempos de informação “a toque de caixa”, o público ainda marca presença no teatro?

Danilo Santana: Essa é a nossa terceira temporada com esse espetáculo. Fizemos em outubro e dezembro do ano passado. Estamos fazendo novamente e graças a grandiosidade da literatura do Exupéry conseguimos levar muita gente ao teatro. Fizemos essa terceira temporada por causa de pedidos de pessoas que gostariam de ver o espetáculo e pessoas que já assistiram e queriam ver novamente. Das outras vezes os ingressos foram esgotados e espero que dessa vez seja também. A procura está muito grande e a nossa divulgação via redes sociais estão bombando.

DM Revista: Quais são os objetivos culturais e outros projetos da Companhia Goiana de Musicais (CGM)?

Danilo Santana: A CGM ela prima por estudo de teatro musical e técnicas específicas para apresentações ao vivo. A cia preza muito por atores completos que queiram se formar no estudo das três artes. A gente procura pessoas que dancem, cantem e atuem, No próximo semestre lançaremos um novo musical, também de um clássico, mas esse é segredo. Essa é uma linha que a cia quer seguir, trazer clássicos da literatura para o teatro. E esperamos trazer o olhar das grandes capitais para Goiânia, pois ela ainda não está no eixo de teatro musical, para que as pessoas a potência que temos por aqui.

Serviço

Espetáculo: Pequeno Príncipe, o Musical

Data: Dias 30 e 31 de Março 

Hora: Às 20 horas

Local: Teatro Goiânia

Direção e Coreografia de Danilo Santana.

Produção de Giulyane Nogueira e Oswaldo Neto.

Informações pelo WhatsApp: 62 8567-3292

Ingressos: R$40,00 (inteira) – R$20,00 (meia) – Bilheteria do Teatro (na data)

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