Cultura

Cantor homenageia Cazuza no Teatro Sesi

Cantor Pedro Scalon revive obra de Cazuza amanhã à noite, no Teatro Sesi

diario da manha
Da esquerda à direita: Dé (baixo), Cazuza (vocal) e Frejat (guitarra) - FOTO: REPRODUÇÃO

“O poeta não morreu/ Foi ao inferno e voltou/ Conheceu os jardins do Éden/ E nos contou”, canta o cantor, compositor e guitarrista Roberto Frejat, parceiro de Cazuza, na música “O Poeta Está Vivo”, gravada pela banda Barão Vermelho, no disco “Na Calada da Noite”, em 1990.

“Mas quem tem coragem de ouvir/ Amanheceu o pensamento/ Que vai mudar o Mundo/ Com seus moinhos de vento”, continua Frejat, cujo solo do guitarrista Fernando Magalhães é um dos mais bonitos do rock brasileiro.

Considerado um dos maiores nomes da geração que mudou a cara da música brasileira na década de 1980, o cantor, compositor e poeta Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, despontou no cenário roqueiro nacional com a banda Barão Vermelho ao gravar os discos “Barão Vermelho”, de 1982, “Barão Vermelho 2”, lançado em 1983, e “Maior Abandonado”, em 1984.

Fez história também ao se apresentar com o Barão (como o grupo carioca é carinhosamente chamado pelos fãs) no Rio in Rio, em 1985, num dia em que AC/DC e Scorpions eram as principais atrações.

É icônica a cena em que Cazuza canta o clássico “Pro Dia Nascer Feliz” enrolado na bandeira do Brasil para uma multidão de mais de 100 mil pessoas. Era o dia em que Tancredo Neves – o primeiro civil após 20 anos de ditadura militar – fora eleito presidente da República pelo colégio eleitoral.

O clima de esperança imperava em relação ao futuro e ‘Caju’ – mais do que ninguém – representou esse sentimento de mudança e externalizou toda rebeldia intrínseca à juventude. Já fazem mais de 30 anos e a música dele segue vivíssima.

Tanto que amanhã o cantor goiano Pedro Scalon sobe ao palco do Teatro Sesi, às 20h, para apresentar o show “O Poeta Está Vivo – Mais de 25 anos sem Cazuza”. O espetáculo promete passear por canções de várias fases da carreira do artista, como “Pro Dia Nascer Feliz”, “Bete Balanço”, “Exagerado”, “Só Se For a Dois”, “Ideologia”, “O Tempo Não Para”, entre outras.

Em entrevista ao Diário da Manhã, Scalon diz que nos dias atuais “tudo está de alguma forma muito careta” e a poesia e música de Cazuza refletem a “importância de ser quem você é”.

“Cazuza foi o retrato de toda uma época e continua atemporal até nos dias atuais.  Ele reflete a importância de ser quem você é, independente de onde veio. Como diria Oscar Wilde, um autor irlandês que Caju lia com  muita freqüência: “o ser humano deveria gostar mais de espelhos”’, afirma Scalon.

“Cazuza representou essa busca, na sua poesia vemos claro sua vontade de viver sua pulsão em amar e ser amado. O rock sempre teve o compromisso em debater problemas sociais e intrapessoais, Cazuza foi o mais escancarado possível nessa busca”. 

Indagado pelo DM sobre o momento em que resolveu homenagear Cazuza, Scalon respondeu que nunca sequer pensou em realizar algum tributo a ele. Contou que não tinha conhecimento da relevância da obra do cantor até uns quatro anos atrás, quando foi convidado por um produtor musical a fazer um homenagem ao Barão Vermelho. “Comecei uma pesquisa intensa sobre o Cazuza. A própria mãe do Cazuza, Lucinha Araújo, diz eu sou o menino de ‘O Tempo Não Para’. Sinto-me muito lisonjeado e enobrecido com esses comentários”, finaliza. 

Elogios 

Não é a primeira vez que o cantor Pedro Scalon homenageia Cazuza, muito menos é a primeira vez que seu trabalho ganha destaque. Os tributos ao poeta exagerado lhe renderam elogios de crítica e de público, inclusive da própria mãe do ex-vocalista do Barão Vermelho, Lucinha Araújo.

Ela deu ao intérprete uma das bandanas usadas por Cazuza nos shows. “Para mim é uma honra poder fazer o meu trabalho e por meio dele receber esses elogios, não só do público, mas também de artistas consagrados, como Nando Reis, Adriana Calcanhoto, Eduardo Villas Lobos”, relata. 

Imerso desde cedo no mundo da música, Scalon formou várias bandas e se apresentou em diversos espaços culturais da Capital goianiense. Suas influências vão desde clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) até a nata do jazz e do blues.

Também já organizou projetos em que homenageia bandas e músicos como Beatles, Queen, John Mayer, Gary Moore e Bon Jovi. Atualmente, o cantor – além de fazer este tributo a Cazuza – se apresenta em diversos espaços culturais de Goiânia. 

Serviço

‘O Poeta Está Vivo – mais de 25 anos sem Cazuza

Data: amanhã, dia 13

Horário: às 20h

Onde: Teatro Sesi

Endereço: ao lado do Clube Ferreira Pacheco

Ingresso: 2 kg de alimento

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