Cultura

Estaca de madeira para calar o uivo do lobisomem

Existe um peso na representatividade presente na literatura, que rompe embaraços heteronormativos que assombraram por muito tempo o mercado literário

diario da manha
Foto: Divulgação

A literatura é, possivelmente, uma das formas artísticas que mais expressam a humanidade e a subjetividade do individuo enquanto sujeito no mundo. Tendo isso em vista, a linguagem é utilizada como mecanismo de descrição da complexidade humana em todas as suas nuances.

Ao possuir como objeto a literatura homoafetiva, a linguagem literária torna-se uma ferramenta fundamental para estruturar o entendimento da homossexualidade no seu contexto social. Além disso, ressalta-se o peso da representatividade presente nessa expressão, que rompe embaraços heteronormativos que assombraram por muito tempo o mercado literário.

Peter só queria ser feliz. Um trágico acontecimento vem à tona. Ao se transformar em um caçador de vampiros sua vida vira de ponta cabeça e inicia uma saga de sangue, romance, fantasia e ficção. Esta é a narrativa do livro Graham: O Continente Lemúria, do escritor, tradutor e interprete Vinícius Fernandes.

O título está em pré-venda junto com outro recente trabalho do autor, Caminho Longo, que conta a história de superação e autoconhecimento do personagem Bruno, um homem gay que supera as próprias dores e os preconceitos do mundo.

Na trama de Graham, sobrenome do protagonista, o escritor navega entre o passado e o presente para revelar duas versões de Peter. Logo no início a história já apresenta o perfil mais sombrio do personagem: um caçador que seduz um vampiro em uma boate gay no Canadá – local onde a história é apresentada.

Engana-se quem pensa que a narrativa é apenas uma fantasia sanguinária: no passado, o jovem Peter não conseguia parar de pensar em Jordan, amigo de sua melhor amiga, Lílian. Desde o primeiro encontro, durante o curso de Desenho Industrial, o personagem ficou encantado pelo novo conhecido.

“Desde que Lílian trouxera Jordan para assistir a uma aula com ela uma semana antes, Peter gostara do rapaz. Além de ser bonito (…) tinha um sorriso que prendia sua atenção, ainda mais quando aquele olhar o fitava timidamente ao mesmo tempo” – Graham – O Continente Lemúria, pág. 13.

A grande questão da trama é o enigma por trás das memórias reprimidas do protagonista. O passado e o presente misturam amor, luta contra o preconceito, descobertas, traumas e sangue – muito sangue.

A obra é a mistura da paz e da revolta, da luz e da obscuridão e de toda dualidade que cada ser humano possui dentro de si. O mix de abordagens – entre fantasia, ficção, romance – tornam a obra singular para se encaixar em um gênero ou categoria específica.

Graham: O Continente Lemúria tem o objetivo de dar voz e representatividade ao público LGBT ao tratar o tema sem pudor, marca registrada do autor. Por se tratar de um relançamento, Vinicius escreveu um final alternativo para trazer um diferencial à nova edição. O livro também conta com ilustrações do designer Erick Alves.

Ficha Técnica

Título: Graham – O Continente Lemúria
Autor: Vinícius Fernandes
Páginas: 180
Preço: R$ 40,00

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