Cultura

Filme retrata vida de fotógrafo porra-louca

Longa produzido e filmado em Brasília chega aos cinemas de todo o País

diario da manha
Cena do longa ‘Marés’ - Foto: Reprodução

“Marés”, longa-metragem brasiliense dirigido por João Procópio, chega às salas de cinema da capital goianiense nesta quinta-feira (11), com sessões na rede Cinemark e Cinema Lumière, e chama atenção pela história que poderia ser tranquilamente retirada de algum romance do escritor norte-americano Charles Bukowski.

A premissa é bem simples: Valdo (Lourinelson Vladmir) é um fotógrafo beberrão e talentoso que precisa lidar com a separação da esposa e lutar pela guarda compartilhada da filha, que ele ama. 

Para o enredo do filme ficar ainda mais saboroso, é preciso que voltemos a 2016. Especialmente durante os meses de tensão política que provocaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Esse cenário polarizado é o pano de fundo para uma história que envolve superação, ou melhor, dúvidas em relação ao alcoolismo e como se reerguer para cuidar da própria filha. Ao contrário dos clichês do gênero, no entanto, “Maré” é diferente. Mais saboroso, digamos. 

O roteiro e a direção do longa fogem das armadilhas de superação fácil encontradas em melodramas baratos. Valdo é um cara comum que sabe beber socialmente em algumas ocasiões, e não tem sua visão de mundo distorcida pelo uso de aditivos etílicos. Ele não é punido pelos seus atos irresponsáveis, que lhe dão sensação de impotência ao invés de corrupção.

Sejamos justos, o filme em nenhum momento tenta vender o discurso moralista de que basta o sujeito ir ao Alcoólicos Anônimos para parar de beber. Ao longo de “Maré”, o espectador acompanha Valdo entre bebedeiras repletas de pó, ácido e maconha e sexo e, em meio a isso tudo, uma ou outra ida ao A. A.

É um personagem que procura se emendar no mundo, mas eventualmente esbarra e faz uma cagada. Aí temos a sensação de que ele vai retornar tudo da estaca zero mais uma vez. 

Por fim, é importante frisar que alguns aspectos poderiam ser problematizados, como a nudez feminina (mais explorada do que a masculina) e cenas de sexo, além de vários luxos na vida de um reles fotógrafo, como o casarão que ele mora, em Brasília.

Apesar desses apontamentos, “Marés” é conduzido como um sensível personagem, com uma atuação magistral do ator paranaense Lourinelson Vladmir. 

“Maré” é uma obra cinematográfica que vale a pena assistir.

Ficha Técnica

‘Maré’

Duração: 1h20

Gênero: Drama

Distribuição: ELO Company

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