Cultura

Festival acerta ao exibir primeiro filme de Glauber Rocha

Exibido na abertura do festival Goiânia Mostra Curtas, que acontece na capital goianiense entre os dias 8 e 13 deste mês, no Teatro Goiânia, o filme é uma daquelas obras que por si só bastam

diario da manha
Cena do curta-metragem 'O Pátio'

Tudo e mais um pouco já foi escrito e teorizado sobre o cineasta Glauber Rocha. Tudo mesmo! O que você pensar! Nem por isso é assunto batido falar sobre a qualidade e transgressão dos filmes realizados por ele. Ou seja, o cinema glauberiano ainda tem muita coisa para nos dizer. Veja o caso do curta-metragem experimental “O Pátio”, de 1959. 

Exibido na abertura do festival Goiânia Mostra Curtas, que acontece na capital goianiense entre os dias 8 e 13 deste mês, no Teatro Goiânia, o filme é uma daquelas obras que por si só bastam. Claro que a produção nem de longe é a melhor da cinematografia de Glauber, mas é preciso reconhecer sua importância. 

“O Pátio”, digamos, é o prenúncio da genialidade cinematográfica do gênio da raça. O curta, que tem a atriz Helena Ignez, 80, no elenco, é um amontoado de imagens fortemente influenciadas pelo movimento de poesia concreta. Com 17 minutos de duração, o filme se passa em um pátio com piso xadrez em formato de tabuleiro, onde um homem e uma mulher tem um embate amoroso. 

É perfeitamente normal você ficar meio boquiaberto com a narrativa, mas aguenta firme aí. Conhecemos Glauber pelos longas-metragens “Deus e o Diabo na “Terra do Sol”, de 1964, e “Terra em Transe”, lançado em 1967. Além disso, filmou a queda do ditador português António de Oliveira Salazar, que originou o documentário “As Armas e o Povo”, em 1975. Só filmaço! 

Assim, o festival Goiânia Mostra Curtas acerta em cheio ao promover a exibição do curta “O Pátio” e ao homenagear a atriz Helena Ignez – ela, aliás, participou de momentos célebres do nosso cinema, como nos longas “O Bandido da Luz Vermelha”, de 1967, e “Copacabana Mon Amour”, lançado em 1970. Este, inclusive, um dos momentos mais incríveis do audiovisual brasileiro. 

Por fim, se você curte conhecer os clássicos do cinema e adora um filme com pegada mais ‘cabeça’, recomendo que entre no youtube e dê um play em “O Pátio”. Será – sem sombra de dúvidas – uma baita experiência cinematográfica. Que nunca esqueçamos a genialidade louca de Glauber Rocha. O cinema, antes de tudo e sobretudo, faz parte da nossa identidade cultural.

Ficha Técnica

‘O Pátio’

Direção: Glauber Rocha

Gênero: experimental

Duração: 17 minutos

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